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Como distribuir a riqueza que não foi produzida?

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Vivemos uma das mais estúpidas falácias políticas de todos os tempos, a grande enganação do encabrestamento político das massas com o discurso torpe da distribuição de renda.
Nunca existiu riqueza ou renda a ser distribuída sem ser produzida, e quando o governo diz que está fazendo distribuição de renda ou de riqueza é por que está tirando de quem a produziu, pelos mecanismos de impostos injustos, e com este recurso está comprando a subserviência política dos miseráveis que receberão esta falácia, mantendo a eles na permanente dependência desta mentira.
Um Estado digno, justo e pleno, antes de cooptar pela miséria e pela carência, cria condições produtivas a todos, fomenta a produção, educa e aperfeiçoa o indivíduo e institui incentivo produtivo a toda nação, garante a participação justa e isonômica de todos na formação dos recursos públicos e faz, destes recursos, realizações pertinentes a todos.
Dar a cada um a oportunidade do trabalho produtivo e eficiente para suprir e realizar vida digna para si e para os seus é a grande libertação cidadã, a libertação do povo que se sonha nação livre e soberana.
Não há riqueza ou renda a ser distribuída que não tenha sido produzida, e se o foi, e o Estado a irá distribuir, é que, de alguma maneira, este Estado se apossou das realizações de quem a produziu, e de forma capciosa, irá usá-la para dominar e manter na miséria silenciosa aqueles que serão esmolados com ela, fazendo destes, servidores dos interesses de quem domina o Estado contra seus próprios interesses.
O clientelismo político é uma neoplasia parasitária cíclica que mantém neste círculo de miséria as mais miseráveis nações.

Semi Gidrão é escritor, poeta e editorialista