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Contra a violência

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Segundo boletim médico divulgado pelo Hospital de Urgências de Goiânia (Hugo) ontem, o estudante Mateus Ferreira da Silva, que foi agredido durante um protesto em Goiânia, não corre risco de morrer. Apesar de grave, o quadro é estável.
Para quem não sabe, o jovem de 33 anos teve um cassetete policial quebrado contra seu rosto durante as manifestações. Uma violência completamente injustificada e desproporcional. Se fosse para conter, o ataque não seria na cabeça.
Muitos justificam que havia uma baderna, mas patrimônio nenhum vale mais que uma vida. Que bom que o jovem estudante está fora de risco, mas qual será sua situação quando acordar? O policial foi afastado, mas Mateus, que teve de passar por cirurgia, voltará à universidade?
Vivemos em uma inversão de valores tremenda. Um ser humano vale menos que um objeto. A violência é aplaudida por quem não concorda com a posição política do agredido. O manifesto daquele dia era contra as reformas Trabalhista e da Previdência. Você pode achá-las lindas, defendê-las até. Mas não pode torcer para matarem a pancadas todos que não pensam como você.