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Devo, não nego

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Dívida aqui, dívida acolá. “Passa no crédito.” A inadimplência no País cresceu. Os brasileiros devem mais e a porcentagem de quem tem contas e dívidas em aberto é a maior desde setembro passado. As mudanças vieram; as melhorias, não.
O maior vilão, segundo a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), é o cartão de crédito, que representa incríveis 76,6% das dívidas. “Passa no crédito”, repito, e sabe por quê? Porque alguns se esquecem que no mês que vem a fatura chega. E ali não tem erro – se tiver, é pra mais.
Além disso, famílias contraem novas dívidas para pagar as antigas, em cruel ciclo sem fim de endividamento, e, muitas vezes, agiotagem. As soluções e expectativas de melhora não estão à vista. Economistas pedem controle, mas este, quando já está perdido, é difícil de se reeducar.
Precisamos viver. Precisamos comer, vestir, pagar contas e, principalmente (principalmente mesmo), nos divertir. A vida não foi feita somente para bater ponto. Não somos máquinas, somos seres humanos.
As dívidas estão aí. Nós também. E vamos levar até onde conseguirmos, pois somos honestos. Devemos e pagamos, mesmo que com atraso.