Home Estado Governador diz que problema prisional precisa do apoio do governo federal

Governador diz que problema prisional precisa do apoio do governo federal

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O governador Marconi Perillo disse ontem de manhã, em entrevista coletiva à imprensa, que a crise no sistema prisional brasileiro só será resolvida com a participação do governo federal, que hoje não garante recursos para o setor e deixa toda a responsabilidade para os Estados.

“Olha, eu fui ao ministro da Justiça, semana passada, e disse a ele o que todos têm dito: o sistema prisional brasileiro está falido, porque o governo federal não coloca recursos. Isso não é de agora. É de décadas. Enquanto o governo federal não assumir a responsabilidade de colocar o dinheiro do Fundo Penitenciário em presídios de segurança máxima, enquanto não houver ajuda federal na área de Segurança Pública, os Estados não vão conseguir fazer as coisas sozinhos”, comentou o governador.

De acordo com Marconi, no ano passado, o governo de Goiás gastou 13% de sua receita com Segurança Pública; o governo federal, nem um centavo. “É inadmissível que a gente consiga resolver um problema tão sério do nosso sistema carcerário brasileiro, onde nós já tivemos tantos problemas este ano, se não houver participação decisiva do governo federal. Dois dias depois de empossado, eu levei esse problema ao ministro da Justiça, que está sensível, já levamos ao presidente da República”, pontuou Marconi na entrevista.

O governador afirmou que não é só Goiás que está passando por esse problema com a falta de segurança, e que mesmo sem o apoio do governo federal, o Estado está encarando essa situação. “Nós vamos chamar mais agentes penitenciários agora, mas o fato é que é preciso construir mais penitenciárias. Não é que a gente cultue a questão do sistema prisional, mas é porque existem mais presos do que vagas, por isso é preciso construir-se mais presídios, ao tempo que é preciso ter mais dinheiro para contratar agentes penitenciários”, falou Marconi.

O governador ressaltou que não afirmou isso para fugir das responsabilidades, ao contrário, tem assumido com ações. “Cinco presídios nossos estão ficando prontos. Um já está ficando pronto e quatro em andamento, com muita dificuldade, porque falta dinheiro. Às vezes as pessoas me perguntam: por que a obra está parada? Porque falta dinheiro. Nós vivemos a maior crise da história do Brasil, nesses dois anos e meio. Mesmo assim, aqui em Goiás nós mantivemos as nossas obrigações em dia e avançamos na construção de muitas obras, muitos investimentos importantes. E, agora, nós vamos avançar ainda mais este ano, porque felizmente nós estamos conseguindo equilibrar as receitas e as despesas”, finalizou o governador.