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Manutenção da malha viária é fundamental para o desenvolvimento da economia goiana

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O bom estado da malha viária das rodovias estaduais é fundamental para o desenvolvimento da economia goiana. A avaliação é do presidente da Agência Goiana de Transportes e Obras (Agetop), Jayme Rincón. “A partir do momento que nós temos uma malha viária pavimentada, bem cuidada e sinalizada, eu não tenho dúvida alguma de que vamos ser um Estado de atração de novos investimentos e de novas empresas”, afirma.

Neste sentido, a Agetop dará continuidade aos serviços de melhorias das rodovias goianas e, para isso, contará com o volume de R$ 1,3 bilhão, anunciado pelo governo de Goiás, para investimentos até o final de 2018. As obras seguem o que preconiza o Goiás Mais Competitivo, iniciativa do governador Marconi Perillo que busca implementar um plano estratégico de atuação governamental no curto e longo prazo, pautado em indicadores de gestão que auxiliarão o Estado na melhoria da qualidade de vida, ampliação da competitividade econômica e eficiência da gestão pública.

A Agetop possui quatro eixos de ação dentro do Goiás Mais Competitivo: Manutenção, Reconstrução, Rodocargas e a concessão de 890 quilômetros de rodovias.

Manutenção

O Programa Rodovida Manutenção cobre toda a malha pavimentada e não pavimentada, de 21,6 mil quilômetros, com prioridade para a sinalização vertical e horizontal, e implantação de defensas – grades de proteção. Mesmo durante o período chuvoso, o trabalho é realizado rotineiramente com frentes de serviço distribuídas em vários trechos.

São feitos reparos localizados na pista e nos acostamentos (tapa-buracos), nas vias pavimentadas, e de reconformação (patrolamento) e nivelamento nas não pavimentadas. Todas ganham roçagem das margens das rodovias e limpeza em geral. “Temos 12 mil rodovias pavimentadas e 9 mil não pavimentadas que recebem as equipes diuturnamente. Nessa época de chuva, é lógico que temos uma dificuldade maior para executar os serviços, mas nós estamos com a nossa máquina funcionando, apesar da crise”, observa Rincón.

Além da economia, as melhorias na infraestrutura das GOs visam atender os parâmetros estabelecidos pela Confederação Nacional de Transportes (CNT) e garantir a segurança da população. Goiás avançou do 14º lugar no ranking nacional no quesito rodovias boas e ótimas em 2015 para o 9º em 2016, segundo levantamento da instituição. O índice saltou de 5,3% para 15,6% quando se analisa as rodovias em boas/ótimas condições de trafegabilidade.

Reconstrução

As rodovias com problemas apontadas pela CNT estão incluídas no Programa Rodovida Reconstrução 3, cujas obras já foram licitadas, contratadas e receberam ordens de serviço de início. De uma malha de 12 mil quilômetros, a Agetop reconstruiu 5,5 mil, restando apenas 2 mil para serem reconstruídos.

No programa Rodovida Reconstrução 3, estão inclusas as GOs que possuem grande importância econômica para a logística do Estado, sendo boa parte delas utilizada para o escoamento da produção do agronegócio.

Concessão de rodovias

O processo de concessão de rodovias goianas está em fase de estudo pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). A Agetop adianta que, ao todo, será repassado à iniciativa privada, por meio de licitação, pelo período de 30 anos, o total de 890 quilômetros, compreendendo os seguintes trechos: GO-010, trecho entre Goiânia e entroncamento com a GO-330; GO-020/330, trecho entre Goiânia e Catalão; GO-060, trecho entre Goiânia e Piranhas; GO-070, trecho entre Goiânia e cidade de Goiás; GO-080, trecho entre Goiânia e São Francisco; GO-213, trecho entre Morrinhos e Caldas Novas.

De acordo com Rincón, o objetivo da medida é melhorar a qualidade da infraestrutura do transporte rodoviário. “Pedágio é aplicado no mundo inteiro e eu defendo que é a taxa mais justa que existe. Só paga quem usa e todo mundo que usa tem um benefício, rodovias bem mantidas, mais seguras, bem sinalizadas, toda uma infraestrutura de apoio aos motoristas, de primeiros -socorros, de resgate, de guincho. O benefício que o cidadão tem é muito maior do que ele vai pagar”, avalia.

Rodocargas

O projeto Rodocargas visa a adequação e ativação de dez postos de pesagem nas rodovias estaduais. Também está em elaboração um termo de referência para licitação e construção de mais postos de pesagem. (Agecom)