Home Política Presidente da Câmara de Hidrolândia tem mandato cassado

Presidente da Câmara de Hidrolândia tem mandato cassado

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Nikson da Silva Carneiro (PSD), eleito no dia 1º de janeiro presidente da Câmara Municipal de Hidrolândia para o Biênio 2017/2018, não exerce mais o cargo. O vereador, que teve 481 votos e ocupa a cadeira 5 do parlamento hidrolandense, foi cassado em primeira instância na última segunda-feira, por decisão da juíza eleitoral da Comarca da cidade, Wilsianne Ferreira Novato.

Segundo o proponente da ação, o representante legal da Coligação Unidos por uma Hidrolândia Melhor, Jurandir José Pereira, a representação foi apresentada junto ao Ministério Público, em detrimento de acusação ao vereador Nikson de ter cometido o crime de abuso do poder econômico na compra de apoio político da candidata adversária Marcilene. “Foi no valor de R$ 3.800 e Marcilene gravou a conversa e levou o dinheiro até o MP e denunciou o fato”, explicou. Conforme ele, a ação foi proposta durante o pleito eleitoral de 2016 e a sentença da juíza julgou procedente.

“Esta determinou a cassação do diploma do vereador, declarou nulos os votos que ele recebeu nas eleições de 2016 e o tornou inelegível por oito anos”, resumiu. Jurandir explica que, apesar do texto da magistrada, o vereador poderá se manter no cargo até o trânsito em julgado da sentença ou até eventual decisão do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), mantendo a cassação do diploma. “Torcemos para que esta decisão seja mantida, até para que sirva de exemplo.” Procurado pelo jornal Diário de Aparecida, o vereador Nikson não quis se pronunciar sobre a decisão. Ele disse apenas que seus advogados já trabalham no caso.

Paulinho

Além de Nikson, o processo também pleiteava a cassação do prefeito eleito Paulo Sérgio de Rezende, o Paulinho (PSDB). Porém, no caso do líder do Executivo hidrolandense, a juíza não acatou o pedido.

“Por esta ausência de influência no pleito majoritário e em consonância com as gravações ambientais acostada aos autos, não vislumbramos prova eficaz de prática de abuso de poder econômico por parte do investigado Paulo Sérgio de Rezende, então candidato a prefeito, o que não ocorreu com o candidato Nikson da Silva Carneiro, cujas gravações comprovaram, de forma cristalina, que ele foi um dos autores do ilícito eleitoral em comento”, argumenta a juíza em seu despacho. O jornal tentou contato com o prefeito de Hidrolândia para comentar o processo, mas ele não atendeu às ligações. (Francisco Costa)