Home Política Segundo Vilmarzin, número real de servidores da Câmara é de 233

Segundo Vilmarzin, número real de servidores da Câmara é de 233

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Presidente da Câmara, Vilmar Mariano (Vilmarzin)

Francisco Costa e Charles Daniel
jornalismo@diariodeaparecida.com

 

Presidente do Parlamento explica que portal da Casa estava desatualizado. Para ele, esta quantidade é pequena para atender às demandas da cidade

 

O jornal Diário de Aparecida publicou, no último dia 12 de junho, uma matéria sobre possível excesso de servidores no Parlamento municipal. Na ocasião, foi divulgado, com base no relatório de folha de pagamento contido no portal da Câmara, que em abril havia 312 servidores (incluindo os 25 vereadores), apenas dois a menos que no mês de março. Segundo o presidente da Casa, Vilmarzin (PMDB), esta informação está imprecisa, uma vez que o site estava desatualizado.
“Na verdade, houve redução de 79 cargos e hoje há um total de 233 servidores. Pedimos desculpa pela não atualização diária do portal, mas foi determinação minha que ele fosse alimentado regularmente”, garante o vereador.
Em relação à divisão destes 233 trabalhadores, Vilmarzin diz que não é possível precisar, mas adianta que “são assessores da presidência, assessores administrativos da própria Câmara, concursados, bem como vereadores e seus assessores (aproximadamente cinco por gabinete)”. Para ele, este número é pouco para atender às demandas do município. “Olha o tamanho de nossa cidade. Precisávamos de mais 100 para dar conta. Estamos todos sobrecarregados.”
Outro ponto da primeira matéria tratava de valores. O maior salário seria o do parlamentar, de R$ 12.025,20, e, em seguida, do procurador-geral da Câmara, R$ 7.421,31. Os cargos de diretoria estão em terceiro, com salários de R$ 5.360,47, e o menor vencimento seria o de assessor de Gabinete V, de R$ 988,38. Pela nova atualização, a menor remuneração, atualizada, ficou em R$ 1.234,98. “A Mesa Diretora está tornando o Poder [Legislativo] sustentável e, ao mesmo tempo, garantindo remunerações dignas aos seus servidores”, diz o documento, bem como: “Em relação aos trabalhos desenvolvidos pelos assessores nos gabinetes, cada vereador é senhor da gestão de seu gabinete.”
Cortes
Em relação aos cortes, o peemedebista explica que a motivação foi conseguir mais recursos para construção da nova sede da Câmara. “Para achar dinheiro, tem que cortar custos, e para isso tem que cortar pessoal”, declara.
Questionado sobre os valores que essa redução de cargos gera, o presidente estipula uma quantia mensal de R$ 80 a R$ 100 mil. “É insignificante, mas já é um primeiro passo.”
Denúncia
O Tribunal de Contas dos Municípios do Estado de Goiás (TCM) esteve na Câmara para verificar o excesso de servidores comissionados. Vilmarzin recorda que o órgão esteve no Parlamento em uma ocasião e declara que a denúncia era antiga, de 2013. Conforme ele, o TCM é uma entidade que os auxilia, por isso a auditoria que fizeram será muito boa para a Casa do Povo. Ele acredita, inclusive, que o relatório final ajudará a otimizar a gestão e dar mais transparência.
A assessoria de imprensa do TCM informou que apenas após a revisão do relatório da inspeção pelo Departamento Jurídico e apresentação do documento à parte inspecionada é que o Tribunal divulgará seu conteúdo, o que deve ocorrer até o próximo dia 17.