Editorial

O bem…

O bem, na política, não é a mesma coisa para os lados confrontantes. Uns imaginam que seria a defesa de políticas protetivas para os mais pobres, a salvaguarda do meio ambiente e o resguardo absoluto dos direitos humanos. Outros pensam que se trata de uma pauta de valores, envolvendo questões religiosas e morais, como a condenação a quem não é binário sexualmente falando e uma visão de mundo que define a prosperidade como um presente de Deus apenas a quem a merece.

 

Para uns, portanto, o bem é progressista. Para outros, conservador e até mesmo fatalista, envolvendo concepções diferenciadas que não se coadunam em um momento da história da humanidade em que as palavras assumiram a capacidade de expressar uma multiplicidade de ideias, contrárias às vezes, mesmo com as mesmas consoantes, vogais e sílabas.

 

No final das contas, contudo, é bem fácil identificar o bem e separá-lo do mal. Não por uma dicotomia, por anteposições, por choques, porém pela compaixão, pela piedade, pela clemência, tal como se reza no versículo bíblico que vale até mesmo para os não religiosos: “O amor é paciente, o amor é bondoso. Não inveja, não se vangloria, não se orgulha. Não maltrata, não procura seus interesses, não se ira facilmente, não guarda rancor. O amor não se alegra com a injustiça, mas se alegra com a verdade”. Esse é o bem. Simples assim: o bem é o amor.

Artigos relacionados

Botão Voltar ao topo