Operação investiga golpe com falsas notificações da prefeitura em Goiânia
Investigação aponta que suspeitos se passavam por fiscais municipais para aplicar golpes envolvendo supostas adequações de calçadas; mandados foram cumpridos em residências, comércios e escritório de advocacia

Uma operação deflagrada na última sexta-feira (30) em Goiânia apura um esquema de estelionato que utilizava falsas notificações da Prefeitura para enganar moradores, principalmente em bairros nobres da capital. Durante a ação, batizada de Operação Falsários, foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão em imóveis residenciais, estabelecimentos comerciais e em um escritório de advocacia.
Ao longo das diligências, foram apreendidos documentos e dispositivos eletrônicos, que serão submetidos à perícia criminal para aprofundar as investigações e esclarecer completamente os fatos. O inquérito apura crimes de estelionato, associação criminosa e falsificação de documento público.
As investigações tiveram início após denúncia apresentada pela Guarda Civil Metropolitana (GCM), que identificou a atuação de indivíduos se passando por fiscais municipais. Eles notificavam moradores alegando a necessidade de adequação do calçamento tátil das calçadas, sob ameaça de multas e outras penalidades administrativas inexistentes.
Na sequência, pessoas ligadas a empresas de engenharia abordavam os proprietários dos imóveis já notificados, oferecendo os serviços de adequação como forma de evitar as supostas sanções do poder público. As apurações indicam o envolvimento de dois engenheiros civis, um terceiro indivíduo e pessoas jurídicas que, em tese, integravam o esquema fraudulento.
Segundo os investigadores, a atuação do grupo se concentrou principalmente em bairros de alto padrão, com maior incidência de casos no Setor Bueno, onde foi identificado o maior número de vítimas.
Com base nos indícios reunidos, a autoridade policial solicitou à Justiça a expedição dos mandados de busca e apreensão e o afastamento do sigilo de dados armazenados em dispositivos eletrônicos dos investigados. As investigações seguem em andamento.



