
Na manhã desta segunda-feira (19), o Tribunal do Júri da 4ª Vara dos Crimes Dolosos contra a Vida em Goiânia retoma o julgamento de Felipe Gabriel Jardim Gonçalves, acusado de matar o ex-sogro, João do Rosário Leão, dentro de uma farmácia no Setor Bueno. A sessão está marcada para as 8h30.
O homicídio ocorreu em junho de 2022 e foi registrado por câmeras de segurança do estabelecimento, inicialmente, as imagens mostraram o réu invadindo a farmácia e atirando contra a vítima por motivos pessoais.
O julgamento havia sido iniciado em 15 de outubro de 2025, mas foi interrompido quando uma jurada passou mal e precisou ser levada ao hospital, o que levou à dissolução do conselho de sentença pelo juiz Antônio Fernandes de Oliveira.
A acusação sustenta que Felipe agiu com motivação torpe e qualificadora, e ele responde por homicídio qualificado e porte ilegal de arma de fogo. Laudos periciais anexados ao processo apontam que, apesar de apresentar quadro de transtorno mental, o réu tinha plena capacidade para entender a ilicitude de seus atos no momento do crime.
O processo trouxe à tona também questões de violência familiar: a vítima, de 63 anos, era policial civil aposentado e havia denunciado o acusado por ameaça à sua filha, que havia rompido o relacionamento com ele, fato que teria desencadeado o ataque fatal.
Durante a primeira tentativa de júri em outubro, o clima de tensão aumentou durante o depoimento da filha da vítima, Kennia Yanka Leão, que também era ex-namorada do réu. A família afirmou que a defesa tentou constrangê-la com perguntas consideradas agressivas, o que contribuiu para o mal-estar da jurada e o cancelamento da sessão.
A expectativa da acusação é de que nesta segunda-feira o julgamento transcorra de forma regular. O advogado que representa a família da vítima declarou que espera isenção e respeito no decorrer da sessão, com foco nos fatos e provas apresentados nos autos.



