
Uma empresária e um homem flagrados com R$ 800 mil em dinheiro vivo dentro de uma caminhonete, em Goiânia, afirmaram à Polícia Federal (PF) que o valor seria utilizado para pagamento de fornecedores que não emitem nota fiscal. A abordagem ocorreu no Setor Marista e resultou na apreensão imediata do montante.
Segundo informações prestadas à PF, o dinheiro teria origem em pagamentos realizados por uma empresa de planos de saúde e era mantido no cofre da empresa da qual ambos são sócios, que atua no ramo de produtos hospitalares. O valor teria sido sacado diretamente da conta da empresa.
Durante o depoimento, a empresária optou por permanecer em silêncio ao ser questionada sobre a ausência de documentação fiscal que comprovasse a legalidade da movimentação financeira. A Polícia Federal apurou ainda que ela e o irmão já são investigados desde maio de 2020 por suspeita de sonegação fiscal.
Com o novo episódio, os investigadores solicitaram uma análise mais aprofundada do caso, principalmente devido à ligação da empresa com outras companhias que já foram alvo de operações policiais anteriores. As investigações também apontam que a empresária e o irmão possuem registros de viagens internacionais, inclusive para países considerados paraísos fiscais.
Há indícios de que os envolvidos possam integrar um esquema de lavagem de dinheiro com ramificações internacionais, hipótese que segue sob apuração da Polícia Federal. O órgão informou que continuará investigando para esclarecer a origem, o destino e a legalidade dos recursos apreendidos.
Relembre o caso
A apreensão ocorreu durante uma abordagem realizada na manhã de uma segunda-feira (22/12), no Setor Marista, em Goiânia. De acordo com a Polícia Militar, o dinheiro estava dentro de uma mochila transportada por um casal que havia acabado de sacar o valor em uma agência bancária.
Sem conseguir apresentar explicações convincentes sobre a origem do montante, os suspeitos tiveram o dinheiro apreendido. A ação foi conduzida por equipes do 7º Batalhão da PM, com apoio da Polícia Federal, da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado em Goiás (FICCO-GO), da inteligência do BOPE e do próprio 7º BPM.



