
Um jovem de 23 anos foi preso suspeito de comandar um esquema de invasão a sistemas institucionais e órgãos públicos para obtenção e venda de dados sigilosos, em Santa Helena de Goiás. A prisão ocorreu na quarta-feira (4) durante a Operação Padlock, deflagrada pela Polícia Civil do Tocantins.
A ação foi conduzida pela Divisão Especializada de Repressão a Crimes Cibernéticos (DRCC), com sede em Palmas, após decisão judicial que autorizou o cumprimento de quatro mandados na cidade goiana, sendo um de prisão preventiva e três de busca domiciliar.
De acordo com o delegado-chefe da unidade, Lucas Brito Santana, as investigações apontam que o suspeito teria estruturado um esquema organizado de invasão a sistemas institucionais e corporativos para capturar informações consideradas sensíveis.
Como funcionava o esquema
Segundo a Polícia Civil, o grupo atuava em etapas. Primeiro, os criminosos realizavam invasões em sistemas digitais para extrair dados confidenciais. Em seguida, essas informações eram vendidas em mercados clandestinos da internet ou utilizadas diretamente em fraudes financeiras, como abertura de contas bancárias e contratação de empréstimos em nome das vítimas.
As investigações também indicam que os valores obtidos com as fraudes eram posteriormente ocultados por meio de contas de passagem, empresas de fachada e operações com criptomoedas, estratégia utilizada para dificultar o rastreamento do dinheiro pelas autoridades.
Apreensões durante a operação
Durante o cumprimento dos mandados em Santa Helena de Goiás, os policiais apreenderam celulares, notebooks, computadores de alta performance e outros dispositivos eletrônicos que podem conter provas relacionadas aos crimes investigados.
Também foram encontrados artigos de luxo e indícios de movimentação financeira em carteiras de criptomoedas. Além disso, com o suspeito foi localizado um carregador de pistola, o que resultou em autuação em flagrante por posse irregular de acessório de arma de fogo de uso permitido.
O jovem deverá responder pelos crimes de invasão de dispositivo informático com obtenção de informações sigilosas e lavagem de dinheiro. Após ser interrogado, ele foi encaminhado à unidade prisional, onde permanece à disposição da Justiça.
As investigações continuam para identificar outros possíveis integrantes do esquema criminoso.



