Uma operação policial realizada na manhã dessa terça-feira (10) resultou na prisão de oito integrantes de uma torcida organizada suspeitos de envolvimento em ataques contra torcedores rivais na Região Metropolitana de Goiânia. A ação, denominada Operação Jogada Ensaiada, também cumpriu nove mandados de busca e apreensão nas cidades de Goiânia e Aparecida de Goiânia.
As investigações apontam que os alvos da operação são ligados à torcida organizada Força Jovem, especificamente às chamadas 8ª e 18ª Legiões, suspeitas de promover emboscadas e agressões contra integrantes de torcidas rivais.
De acordo com as apurações, o grupo teria participado de uma emboscada registrada na madrugada de 3 de outubro de 2025, no Setor Vila Redenção, em Goiânia. Na ocasião, torcedores ligados à torcida Esquadrão Vilanovense retornavam da partida entre Vila Nova e Novorizontino, válida pelo Campeonato Brasileiro da Série B, quando foram surpreendidos pelo grupo.
Segundo as investigações, os suspeitos cercaram as vítimas utilizando três veículos e quatro motocicletas. Após a interceptação, os torcedores foram agredidos com paus, pedras, capacetes e chutes, o que resultou em lesões corporais. Durante a ação, também houve o roubo do celular de uma das vítimas.
No decorrer das investigações, os policiais também encontraram indícios da ligação de alguns investigados com o tráfico de drogas, principalmente na região do Setor Parque Santa Cruz, em Goiânia, fato que passou a integrar o escopo das apurações.
Durante o cumprimento dos mandados judiciais, além das oito prisões, foram apreendidos entorpecentes, veículos possivelmente utilizados nos crimes, uma arma de fogo, dinheiro em espécie, celulares e materiais ligados à torcida organizada.
Os investigados poderão responder pelos crimes de roubo majorado, associação criminosa e outros delitos relacionados às agressões registradas.
A operação contou com atuação integrada de equipes da Delegacia Estadual de Investigações Criminais (DEIC), por meio do Grupo Especial de Proteção ao Torcedor (Geprot), com apoio do Ministério Público de Goiás (MPGO) e da Polícia Militar de Goiás (PMGO), por meio do Batalhão Especializado de Policiamento em Eventos (BEPE).
As investigações continuam e a polícia não descarta a identificação de novos envolvidos ou vítimas dos ataques.