
A cafeicultura em Goiás deve atingir um novo marco em 2026, com o Valor Bruto da Produção (VBP) estimado em R$ 827,9 milhões, impulsionado pelo aumento da produtividade e pela valorização do produto nos mercados nacional e internacional.
De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a produção de café arábica, principal espécie cultivada no estado, está estimada em 253,2 mil sacas beneficiadas, com produtividade média de 42 sacas por hectare. O desempenho representa o terceiro melhor resultado da série histórica em Goiás.
O avanço da atividade reforça a importância da cafeicultura como um setor estratégico para a economia estadual. Mesmo com a bienalidade, fenômeno natural que alterna anos de maior e menor produção, o estado apresenta crescimento consistente, especialmente na área em formação, que deve aumentar 49,7% em comparação com 2024, acima da média nacional.
A produção está concentrada em 14 municípios, com destaque para Cristalina, responsável por mais de um terço do volume estadual. Na sequência aparecem Campo Alegre de Goiás e Cabeceiras. Já Paraúna se destaca nacionalmente pela alta produtividade, enquanto Niquelândia apresentou o maior crescimento proporcional da produção nos últimos anos.
No cenário internacional, Goiás ampliou sua presença no mercado externo e exportou café para 41 países em 2025, com predominância do café verde. Entre os principais destinos estão Alemanha, Itália, Estados Unidos, Rússia e Países Baixos, com aumento no valor exportado.
Segundo a Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Goiás (Seapa), o desempenho do setor evidencia o potencial de expansão da atividade no estado, com geração de renda no campo e fortalecimento da economia.
Dados detalhados sobre a produção e o desempenho da cafeicultura estão disponíveis na publicação Agro em Dados, elaborada pela secretaria, que reúne informações estratégicas das principais cadeias produtivas goianas.



