
“Temos de ser protagonistas na transição energética. O futuro exige que cresçamos não apenas na forte consolidação das cadeias da bioenergia, mas com passo firme e arrojado em direção ao biometano”
Goiás atravessou, em sua história recente, um ciclo de transformação marcado por desafios e aprendizados institucionais. Nos últimos dois anos, vivenciamos avanços no ambiente de negócios: a relação institucional do Governo do Estado com a Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg) e com os empresários em geral amadureceu de forma expressiva. Esse diálogo deu um salto qualitativo, construiu parcerias sólidas que permitiram a atração de mais e melhores investimentos para o nosso Estado.
O amadurecimento foi decisivo para que Goiás avançasse em infraestrutura, logística e organização fiscal, ao criar as bases mais sólidas para o crescimento industrial e o desenvolvimento socioeconômico. O fortalecimento da interlocução – inclusive por meio da atuação articulada do Fórum das Entidades Empresariais – ampliou a previsibilidade e contribuiu para atrair novos empreendimentos.
No entanto, para mantermos Goiás no cenário nacional como uma potência competitiva nas próximas décadas, precisamos olhar para as vocações do futuro. É imprescindível falarmos da mineração, sobretudo da exploração estratégica e sustentável de minerais críticos, assuntos largamente discutidos na última missão que o governo federal fez à Índia, quando representamos a indústria brasileira, em nome da CNI.
A transição para uma economia global de baixo carbono exige novas tecnologias e baterias que dependem diretamente desses insumos. Temos potencial para fornecimento seguro desses minerais, ao agregar valor na origem e ao atrair cadeias de alta tecnologia para o nosso estado.
Paralelamente, temos de ser protagonistas na transição energética. O futuro exige que cresçamos não apenas na forte consolidação das cadeias da bioenergia, mas com passo firme e arrojado em direção ao biometano.
Os números mostram o tamanho da nossa oportunidade: Goiás já conta com 122 plantas de biogás e possui um potencial produtivo impressionante de 12,267 milhões de metros cúbicos por dia de biometano. Consolidar essa capacidade significa promover a economia circular, aproveitar passivos ambientais e garantir segurança energética para as nossas indústrias.
Destacam-se, nesse contexto, as parcerias estratégicas com o Governo do Estado de Goiás, por meio das Secretarias da Educação e da Retomada. No âmbito do programa Profissionaliza Goiás – iniciativa vinculada à política estadual de qualificação profissional – a integração do ensino médio com a educação profissional técnica já beneficia cerca de 25 mil estudantes em diversos municípios, sendo aproximadamente 15 mil atendidos diretamente pelo Senai.
Já o projeto Mais Emprego/Qualificação, em parceria com a Secretaria da Retomada, no âmbito do programa Goiás Social, capacita pessoas em vulnerabilidade social, com oferta de diversos cursos gratuitos, ministrados no formato presencial e a distância. O maior contingente é para atenuar demanda da construção civil.
Crescer continua sendo importante. Mas crescer com base produtiva diversificada, inovação, agregação de valor e qualificação é o que garante prosperidade sustentável. Goiás reúne hoje condições estruturais para dar esse salto. O desafio é consolidar essa nova fase com mais indústria, tecnologia e oportunidades para os goianos.



