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Goiás no topo: sete anos que mudaram o rumo da indústria e fortaleceram o crescimento do estado

Fieg destaca alinhamento entre setor produtivo e políticas governamentais como fator estruturante para avanço industrial

Sob a liderança do ex-governador Ronaldo Caiado, Goiás consolida um novo ciclo de crescimento baseado em equilíbrio fiscal e parcerias com a indústria

Goiás é um estado competitivo, organizado e com a indústria em expansão e nada disso é por acaso. O que se vê hoje é resultado de uma construção que vem sendo feita ao longo dos últimos sete anos, baseada em decisões firmes, ajuste fiscal e, principalmente, diálogo com quem produz.

À frente desse processo, o ex-governador Ronaldo Caiado encontrou no setor produtivo um aliado estratégico. E é justamente nessa conexão com a Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg) que está um dos pontos-chave dessa transformação.

Para o presidente da entidade, André Rocha, o avanço não é obra isolada. “Foi um trabalho construído a quatro mãos”, resume. Segundo ele, a política de desenvolvimento regional, sustentada por incentivos fiscais bem direcionados, foi determinante para atrair novas indústrias e fortalecer cadeias já consolidadas, como a farmacêutica, a de bioenergia e a de mineração.

O resultado aparece em número, mas também na percepção de quem acompanha o dia a dia da economia goiana.

Infraestrutura acompanha crescimento

A logística, um dos gargalos históricos do estado, passou por uma virada importante. Goiás saiu da 19ª para a 8ª posição no ranking nacional de qualidade das rodovias, de acordo com a CNT (Confederação Nacional do Transporte). São mais de 4 mil quilômetros de estradas restauradas, pavimentadas ou duplicadas.

Por trás desse avanço está uma mudança de modelo: o Fundeinfra, que trouxe previsibilidade aos investimentos, com participação direta do setor produtivo. Na prática, isso já significou mais de R$ 2 bilhões aplicados em obras que impactam, diretamente, a competitividade da indústria.

Aparecida como peça-chave

Nesse novo cenário, Aparecida de Goiânia ganha ainda mais relevância. Pela localização estratégica na Região Metropolitana, o município se consolida como um dos principais polos econômicos do estado.

É ali que a engrenagem da industrialização gira com força, ao conectar produção, logística e geração de empregos. Nas palavras de André Rocha, “é reflexo direto de um crescimento que não fica apenas nos indicadores, ele chega às pessoas”.

Resiliência em momentos difíceis

Quando a pandemia de Covid-19 trouxe incertezas para todo o país, Goiás conseguiu reagir sem perder o rumo. “A criação da Secretaria da Retomada e a atuação integrada do governo ajudaram a proteger empresas e manter a atividade econômica”, pontua o presidente da Fieg. 

O resultado veio rápido: enquanto o Brasil cresceu 3,2% em 2023, Goiás avançou 4,8%. Mais do que números, isso mostra a capacidade de adaptação e a solidez da estratégia adotada.

Indústria como motor social

Para André Rocha, o impacto da indústria vai muito além da produção. “Cada R$ 1 gerado no setor representa R$ 2,40 a mais na massa salarial, um efeito multiplicador que poucos segmentos conseguem alcançar”, informa. 

Ainda assim, o alerta permanece. “A reforma tributária nacional está no radar e preocupa o setor, especialmente pelo risco de perda de competitividade para regiões produtoras como o Centro-Oeste”, alerta o dirigente da Fieg.

Próximos ciclos

Com investimentos robustos, que passam pela recuperação do Aeroporto de Cargas de Anápolis e pela melhoria na distribuição de energia, Goiás vive uma fase mais estruturada e está pronto para crescer de forma sustentável. “O que se construiu até aqui não é apenas um bom momento. É uma base sólida para os próximos anos”, assegura André Rocha. 

Além dos avanços já consolidados, o presidente da Fieg chama atenção para o potencial de crescimento, ainda em aberto, em diferentes regiões do estado. Segundo ele, Goiás vive um momento em que a expansão econômica começa a se interiorizar com mais força, ao alcançar cidades estratégicas que reúnem logística favorável, disponibilidade de áreas e vocação produtiva. 

Regiões como o entorno do Distrito Federal, o Norte goiano e eixos industriais já estruturados despontam como novas fronteiras de desenvolvimento, capazes de atrair investimentos e descentralizar ainda mais a atividade econômica.

Outro ponto destacado pelo presidente da Fieg é a melhoria no fornecimento de energia, considerada essencial para sustentar esse novo ciclo. Na avaliação dele, a escolha da Equatorial para assumir a distribuição no estado foi acertada, especialmente pelos avanços já percebidos na qualidade do serviço. 

“Para o setor industrial, a segurança energética não é apenas um diferencial, mas uma condição básica e, nesse aspecto, Goiás passa a oferecer um ambiente mais confiável para quem quer produzir, investir e crescer”, esclarece André Rocha.

Qualificação profissional acompanha expansão e garante oportunidades 

Um dos pilares da parceria entre o Governo Estadual e a Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg) é a formação de mão de obra, como informa o presidente André. 

“As secretarias da Retomada e da Educação investem muito na qualificação profissional para atender às novas demandas da indústria. A lógica é simples: não basta crescer, é preciso preparar as pessoas para crescer junto”, destaca o presidente. 

Essa integração permite que novos empreendimentos encontrem, aqui mesmo, trabalhadores capacitados, prontos para atuar em áreas que exigem cada vez mais conhecimento técnico, especialmente com o avanço da indústria 4.0.

Ao mesmo tempo, a atuação de Goiás no Consórcio Brasil Central reforça essa visão estratégica, ao ampliar soluções regionais e ao fortalecer o ambiente de negócios. “No fim das contas, o desenvolvimento que se busca não é apenas econômico. É também social e passa, necessariamente, pela qualificação de quem faz tudo acontecer”, resume o presidente da Fieg, André Rocha. 

 

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