

Um servidor público da Secretaria Municipal de Saúde de Aparecida de Goiânia foi preso nesta terça-feira (7), suspeito de participar de um esquema de manipulação de filas do Sistema Único de Saúde. De acordo com as investigações, pacientes pagavam valores que podiam chegar a R$ 5 mil para antecipar cirurgias, exames e consultas especializadas na rede pública.
O preso foi identificado como Conrado Victor Portugal da Silva, agente de endemias concursado do município. Segundo os investigadores, ele teria atuado na alteração da ordem de pacientes em sistemas de regulação da saúde, favorecendo pessoas que pagavam para avançar na fila, enquanto outras continuavam aguardando atendimento.
As apurações apontam que o grupo investigado inseria pacientes de forma irregular em filas de procedimentos médicos ou alterava a prioridade de quem já aguardava atendimento. O valor cobrado variava de acordo com a posição desejada na fila e o tipo de procedimento solicitado.
O esquema teria impactado diretamente o acesso a serviços públicos de saúde, especialmente cirurgias plásticas eletivas, exames e consultas especializadas. Em alguns casos, pacientes beneficiados não atendiam aos critérios estabelecidos pelo sistema público.
As investigações também apontam que agentes públicos de Goiânia e de outros municípios da região metropolitana e do interior podem ter participado das irregularidades.
A prisão ocorreu durante a Operação Mercância Torpe, conduzida pela Polícia Civil de Goiás por meio da Delegacia Estadual de Combate à Corrupção. A ação é um desdobramento da Operação Hipócrates, que já havia identificado suspeitos envolvidos no esquema.



