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Ana Paula Rezende vê “amadorismo” na campanha de Wilder Morais e diz que o candidato era o melhor

Mesmo com a derrota, a candidata diz sentir que saiu vitoriosa e afirma que a ação política foi um reencontro com a memória dos pais.

Eduardo Marques

A campanha de Wilder Morais ao governo de Goiás foi “amadora”, na avaliação de quem esteve ao lado dele na chapa. A advogada Ana Paula Rezende (PL), candidata a vice, disse ao jornal O Popular, nesta quinta-feira (15), que enxergou erros de marketing e de condução. O senador terminou na segunda colocação, com menos de 22% dos votos válidos. O governador Daniel Vilela (MDB) venceu ainda no primeiro turno, com quase 60%.

“Eu senti a campanha um pouco amadora”, afirmou Ana Paula. Ela contou que preferiu não levar as críticas à equipe de Wilder, já que não era a candidata, e que concentrou esforços na própria campanha, que considera ter sido a certa. Para ela, a falta de experiência em disputas ao governo pode ajudar a explicar as falhas. “É uma campanha muito pesada”, disse.

A vice não poupou a estratégia, mas poupou o candidato. Segundo ela, o problema esteve em não mostrar ao eleitorado o que Wilder tinha de melhor. “Eu, conhecendo os dois lados, não tenho dúvida de falar: o Wilder era o melhor candidato”, declarou. Ela fez questão de reconhecer o veredito das urnas e o chamou de “soberano”.

Filha do ex-governador Iris Rezende, Ana Paula aproveitou a entrevista para criticar o MDB, partido histórico da família, que agora busca aproximação com o PL e com o presidenciável Flávio Bolsonaro. Na visão dela, o interesse dos emedebistas está em cargos. “Parece que está todo mundo muito preocupado com o poder”, afirmou.

Ela garantiu que seguirá em campanha por Flávio até o dia 25, mas disse que não participará das conversas de apoio. Ana Paula também sustentou que o MDB de hoje se afastou do que Iris representou e que cabe a ela manter viva essa trajetória. “Eu sinto que o meu papel hoje é esse”, resumiu.

Mesmo com a derrota, o balanço pessoal é positivo. Ana Paula disse que a campanha foi um período de reencontro com a memória dos pais e consigo mesma. “Eu encontrei o meu lugar”, declarou. A ida para o PL, segundo ela, foi uma decisão difícil e pensada, e o partido lhe garantiu total liberdade.

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