Ato pró-Lula leva mais de 80 mil às ruas de Goiânia, estimam organizadores
A seis dias do segundo turno, campanha de Lula em Goiás diz apostar na força das ruas e das redes para a virada
Eduardo Marques
Mais de 80 mil pessoas ocuparam as ruas de Goiânia neste domingo (18) em ato pela reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O número é uma estimativa dos organizadores, que apontam a manifestação como a maior já realizada pela esquerda na capital goiana nos últimos anos. A concentração começou às 16h, na Praça Tamandaré, e a mobilização se estendeu até as 21h.
Segundo a organização, o ato reuniu populares, representantes de movimentos sociais, coletivos em defesa da democracia, políticos, famílias, idosos e jovens. O percurso partiu da Praça Tamandaré, seguiu pela Avenida República do Líbano, passou pela Avenida João de Abreu e pela Praça do Sol, desceu a Avenida Portugal e terminou no ponto de partida, pela Avenida Assis Chateaubriand.
Para o vereador por Goiânia e deputado estadual eleito Fabrício Rosa (PT), a adesão responde a quem duvida da força da esquerda na cidade. “Quem disse que não tem gente de esquerda e petista em Goiânia? Goiânia também é lugar de povo na rua e de luta por uma sociedade mais justa, igualitária, solidária e inclusiva”, defendeu.
Ele também classificou a mobilização como uma demonstração de organização popular. “Uma multidão tomou as ruas em defesa da democracia e dos direitos do povo brasileiro. Porque é nas ruas, com o povo organizado, que a luta ganha força”, declarou.
Episódios de hostilidade
Apesar do clima pacífico, houve registros de hostilidade. De acordo com relatos dos organizadores, bolsonaristas jogaram ovos e água quente de prédios sobre os participantes. Um militante ligado ao Movimento Brasil Livre (MBL) teria tentado entrar no ato para causar tumulto, mas foi detido pela Polícia Militar (PM).
Campanha aposta na virada
A coordenação da campanha de Lula em Goiás avalia que o tamanho do ato mostra o avanço do entusiasmo popular na reta final da disputa. “Nós já tomamos as ruas e também estamos ocupando as redes sociais. Goiânia mostrou que existe uma multidão disposta a trabalhar pela virada de Lula. Faltando seis dias para a eleição, estamos muito confiantes na vitória”, afirma a coordenação.
Fabrício Rosa disse que o povo foi às ruas “para mostrar que a esperança segue viva e que a nossa cidade também tem lado, o lado de quem luta por um Brasil mais justo, livre e igualitário”. Em seu discurso, o deputado estadual eleito reforçou o tom do projeto defendido pelo grupo. “O nosso projeto é contra o racismo, é contra o machismo, é contra a homofobia. É um projeto pela classe trabalhadora. A gente vai seguir falando aquilo que o bolsonarismo odeia. Eles odeiam falar de igualdade, eles odeiam falar de justiça social, eles odeiam falar de igualdade de gênero. E a gente vai seguir nessa luta”, disse.
Debate na Band
No mesmo domingo, a TV Bandeirantes realizou o primeiro debate presidencial do segundo turno. Para a campanha petista, Lula foi bem e protagonizou um dos momentos centrais da noite ao desafiar Flávio Bolsonaro (PL) a abrir os sigilos bancários e telefônicos, inclusive de familiares, comprometendo-se a fazer o mesmo.
O segundo turno acontece no domingo, 25 de outubro. A campanha em Goiás diz apostar nas ruas, na mobilização digital e na participação popular. “O futuro não se constrói com ódio, preconceito e exclusão. Se constrói com justiça social, igualdade e coragem para enfrentar quem sempre quis o povo de cabeça baixa”, pontua Fabrício Rosa.



