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Empregada é suspeita de participar de furto e extorsão com imagens íntimas em Itumbiara

Funcionária teria permitido entrada de criminosos, participado do furto de cofre e se envolvido em esquema de chantagem com imagens íntimas das vítimas

Suspeita foi presa em Uberlândia durante operação da Polícia Civil que investiga furto e extorsão em Itumbiara.

Uma investigação conduzida pelo Grupo Especial de Repressão a Crimes Patrimoniais (Gepatri), da Polícia Civil de Goiás, resultou na prisão preventiva de uma mulher suspeita de participar de um esquema de furto qualificado e extorsão contra um casal em Itumbiara, no sul do estado. A prisão foi cumprida na nessa quarta-feira (21), na cidade de Uberlândia (MG), com apoio da Polícia Civil mineira.

O crime havia sido inicialmente registrado como roubo, mas o avanço das diligências revelou uma dinâmica diferente. Segundo a polícia, a funcionária da residência teria agido em conluio com os autores, permitindo a entrada dos criminosos no imóvel para a subtração de bens.

De acordo com familiares das vítimas, no dia do crime a funcionária foi ao local para realizar a limpeza da casa, já que o casal estava fora da cidade em tratamento de saúde. Horas depois, ela procurou ajuda afirmando ter sido “assaltada” e obrigada a permanecer em um cômodo enquanto os suspeitos levavam diversos objetos.

No entanto, a investigação apontou indícios de participação direta da funcionária. No imóvel, foi constatado o furto de um cofre, que continha dinheiro em espécie, objetos pessoais e armas de fogo, além de outros pertences.

O caso ganhou novos desdobramentos quando as vítimas passaram a receber mensagens de extorsão, com exigência de pagamento para que imagens íntimas do casal não fossem divulgadas. As conversas foram registradas em boletim de ocorrência e anexadas ao inquérito.

Ainda segundo a polícia, uma câmera com cartões de memória chegou a ser devolvida por intermédio da funcionária, mas os valores e as armas não foram recuperados.

Com base no conjunto de provas, a Polícia Civil representou pela prisão preventiva, que foi decretada pelo Poder Judiciário. A suspeita foi encaminhada ao sistema prisional e permanece à disposição da Justiça.

As investigações continuam para identificar e prender outros envolvidos no esquema.

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