
A prisão preventiva do ex-piloto de automobilismo Pedro Turra, de 19 anos, foi mantida pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). A decisão é do ministro Messod Azulay Neto, que negou o pedido da defesa para revogar a medida. O despacho foi assinado na sexta-feira (13) e divulgado nessa quarta-feira (18).
Turra está preso desde o dia 30 de janeiro e foi denunciado por homicídio doloso pela morte do adolescente goiano Rodrigo Castanheira, de 16 anos. O caso ocorreu após uma discussão na saída de uma festa, na madrugada de 23 de janeiro, em Vicente Pires, no Distrito Federal.
De acordo com as investigações, o desentendimento teria começado por um motivo considerado banal, envolvendo um chiclete. Após a discussão, o então piloto desceu do carro e iniciou as agressões. Durante a briga, Rodrigo sofreu traumatismo craniano grave ao bater a cabeça na porta de um veículo.
O adolescente foi socorrido em estado crítico, passou por cirurgia de emergência para drenagem de sangue no crânio e permaneceu internado por 16 dias na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Brasília, em Águas Claras. Ele não resistiu às complicações e morreu no dia 7 de fevereiro.
Segundo a Polícia Civil do Distrito Federal, mesmo desacordado, o jovem teria continuado a ser agredido, o que agravou o quadro clínico.
Turra chegou a ser preso no dia seguinte ao crime, mas foi liberado após pagamento de fiança de R$ 24,3 mil. Posteriormente, voltou a ser detido por decisão judicial diante de indícios de tentativa de interferência nas investigações.
Por questões de segurança, ele foi transferido para o pavilhão de segurança máxima do Complexo Penitenciário da Papuda, onde permanece à disposição da Justiça enquanto aguarda o andamento do processo.



