
A movimentação política para as eleições de 2026 em Goiás ganhou um novo capítulo com a filiação do deputado federal Zacharias Calil ao MDB. A sigla é presidida no estado pelo vice-governador Daniel Vilela e integra a base do governador Ronaldo Caiado. A mudança fortalece a pré-candidatura de Calil ao Senado e altera o desenho das articulações dentro do grupo governista.
Ao confirmar a filiação, o parlamentar destacou que buscava uma legenda que oferecesse sustentação política ao projeto eleitoral. Segundo ele, o MDB garantiu o apoio necessário para a construção da pré-campanha.
Nos últimos meses, havia a expectativa de que a base aliada do governo estadual concentrasse esforços em apenas duas candidaturas ao Senado. Uma delas já considerada consolidada era a da primeira-dama Gracinha Caiado (União Brasil). A segunda vaga poderia ser destinada ao deputado federal Gustavo Gayer, caso fosse formalizada uma aliança com o PL.
Entretanto, o cenário mudou após o PL sinalizar que deve lançar candidatura própria ao governo de Goiás. O movimento é liderado pelo senador Wilder Morais, que passou a ser apontado como possível cabeça de chapa da legenda na disputa pelo Executivo estadual.
Com o fim das negociações entre PL e base governista, aliados do governador passaram a admitir uma estratégia mais ampla para o Senado, permitindo a existência de múltiplas candidaturas dentro do grupo. Nesse novo contexto, além de Gracinha Caiado e Zacharias Calil, também são citados como possíveis postulantes o senador Vanderlan Cardoso (PSD), o ex-ministro Alexandre Baldy (PP) e o ex-prefeito de Aparecida de Goiânia Gustavo Mendanha (PSD), caso confirme participação na disputa.
A filiação de Calil ao MDB, portanto, reforça o reposicionamento político dentro da base governista e amplia a disputa interna pelas duas vagas ao Senado, que deve ser um dos principais focos das articulações eleitorais em Goiás nos próximos meses.



