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Esquema de venda de atestados médicos falsos é alvo de operação policial

Mandados de prisão e de busca são cumpridos em investigação sobre esquema que atuava em todo o país

Uma operação deflagrada na manhã desta terça-feira (24) tem como alvo uma organização criminosa suspeita de produzir e comercializar documentos médicos falsificados pela internet, com atuação em diversas regiões do país.

A investigação é conduzida pela Polícia Civil do Estado de Goiás, por meio da Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Cibernéticos (DERCC), que cumpre sete mandados de prisão temporária e sete mandados de busca e apreensão expedidos pelo Poder Judiciário.

De acordo com as apurações, o grupo atuava de forma estruturada entre 2020 e 2024, funcionando como uma espécie de “empresa digital” voltada à prática criminosa. Os investigados teriam divisão de tarefas, atendimento a clientes e um sistema financeiro organizado para viabilizar as vendas.

O esquema utilizava sites com aparência profissional para ofertar atestados médicos, exames laboratoriais e receitas falsas. Entre os documentos comercializados estavam também exames sensíveis, como testes de DNA e exames de gravidez, além de atestados utilizados para justificar faltas em ambientes de trabalho e instituições de ensino.

Segundo a investigação, os documentos eram oferecidos com tabela de preços, variando conforme a demanda. Para dar aparência de autenticidade, os materiais continham identificação de médicos reais, códigos de Classificação Internacional de Doenças (CID), além de carimbos e assinaturas falsificadas.

Após a contratação do serviço, os documentos eram enviados aos compradores tanto em formato digital quanto fisicamente, inclusive por meio de encomendas postais, como Sedex, alcançando diferentes estados do país.

Durante as investigações, foram identificados mais de 160 documentos falsificados, o que, segundo os investigadores, evidencia a dimensão do esquema e o potencial prejuízo à fé pública, à saúde coletiva e às relações jurídicas e sociais.

Os investigados poderão responder, em tese, pelos crimes de falsificação de documento público, falsificação de documento particular e associação criminosa.

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