

A Polícia Rodoviária Federal encerrou neste domingo (5) a Operação Semana Santa nas rodovias federais que cortam Goiás. Durante os quatro dias de fiscalização, iniciados na última quinta-feira (2), foram registrados 32 acidentes, que deixaram 34 pessoas feridas e resultaram em três mortes.
De acordo com o balanço divulgado pela corporação, a operação teve como foco principal o combate às ultrapassagens proibidas, infração considerada uma das principais causas de colisões frontais nas rodovias. Ao todo, 287 motoristas foram flagrados realizando esse tipo de manobra irregular, número superior ao registrado no feriado anterior, quando houve 231 autuações.
No total, mais de 2,7 mil infrações de trânsito foram registradas durante o período. Entre elas, 51 casos de embriaguez ao volante e 228 ocorrências envolvendo condutores ou passageiros sem o uso do cinto de segurança, além de crianças transportadas sem o dispositivo de retenção adequado.
Além dessas infrações, os radares da PRF registraram ainda 5.083 veículos trafegando acima da velocidade permitida. Esse número é contabilizado separadamente e reforça o alerta das autoridades para o excesso de velocidade nas rodovias federais.
As três mortes registradas durante o feriado ocorreram em trechos da BR-153, em diferentes municípios do estado. Em Campinorte, dois acidentes fatais foram registrados: um na tarde de quinta-feira (2), no km 154, envolvendo dois caminhões, que resultou na morte de um homem de 63 anos; e outro na madrugada de sexta-feira (3), no km 160, quando um engavetamento envolvendo dois ônibus e três veículos de passeio causou a morte de um homem de 33 anos.
Já em Professor Jamil, na manhã de sábado (4), um homem de 55 anos morreu após o veículo em que estava colidir na traseira de um caminhão no km 557 da rodovia.
Apesar dos registros, o balanço aponta redução nos indicadores de sinistralidade em comparação ao mesmo período de 2025, quando foram contabilizados 31 acidentes, 39 feridos e seis mortes nas rodovias federais goianas durante o feriado prolongado.
Segundo a PRF, as ações de fiscalização tiveram como prioridade o combate a condutas de risco, especialmente ultrapassagens proibidas, comportamento que tem relação direta com o aumento das colisões frontais e da gravidade dos acidentes nas estradas.



