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Prejuízo de R$ 235 milhões: Operação Destroyer atinge crime organizado

“Vamos seguir avançando até extirpar quaisquer facções criminosas existentes em nosso estado”, diz governador Daniel Vilela, ao comentar ação da Polícia Civil que ao longo de duas etapas, deflagrou 127 operações em Goiás e outros estados

Operação Destroyer tem caráter permanente: combate ao crime é prioridade para o Governo de Goiás.

O balanço da Operação Destroyer, realizada pelo Governo de Goiás, por meio da Polícia Civil, aponta um prejuízo milionário às organizações criminosas. Nos últimos cinquenta dias, foram cumpridos 129 mandados de prisões e, desde a primeira etapa, já foram bloqueados mais de R$ 235 milhões em bens, além da apreensão de veículos, imóveis e aeronaves. Somente na terça-feira (14), quando foi deflagrada a fase mais recente da ofensiva, foram presas 51 pessoas.

“Vamos seguir avançando até extirpar quaisquer facções criminosas existentes em nosso estado”, assegurou o governador Daniel Vilela. Na fase atual, as ações se concentraram nos municípios de Rio Verde, Goiânia, Aparecida de Goiânia, Senador Canedo, Leopoldo de Bulhões e Santa Terezinha de Goiás, além dos estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Mato Grosso. No entanto, o trabalho será agora ampliado para todas as regionais da Polícia Civil, passando a ter caráter permanente.

O delegado-geral da Polícia Civil, André Ganga, reforçou a abrangência do combate ao crime. “Nosso trabalho não cessará até que tenhamos eliminado todas as facções, pequenas ou grandes, em território goiano”, afirmou. A primeira etapa da Destroyer teve início em 2023, com 123 operações deflagradas e 228 investigações concluídas e remetidas ao Poder Judiciário. Já a segunda etapa, com monitoramento em nível de inteligência estratégica, teve início neste ano de 2026 e está em sua quarta etapa.

O delegado do Grupo Especial de Repressão a Narcóticos (Genarc) de Rio Verde – 8ª Delegacia Regional de Polícia (DRP), Jorge Mesquita, explicou que a operação teve origem em uma investigação sobre o aumento no número de homicídios no município. “Os chefes da facção identificavam traficantes que não pertenciam à organização, invadiam suas casas e os obrigavam, por meio de violência, a comprar ou comercializar drogas fornecidas pelo grupo, forçando sua adesão à facção”, detalhou.

Mandados de prisões – ano de 2026:
– Fase 1 – Itumbiara: 18
– Fase 2 – Trindade: 17
– Fase 3 – Ceres: 33
– Fase 4 – Rio Verde: 61

Balanço (1ª e 2ª etapas):
– 228 investigações concluídas e enviadas ao Judiciário
– 127 operações deflagradas
– 98 ações realizadas em outros estados

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