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De pouso de tropeiros a pujante município da região metropolitana

Senador Canedo atrai novos investimentos e moradores em busca de conforto e qualidade de vida

A história de Senador Canedo, hoje um dos municípios mais dinâmicos de Goiás, começou a ser desenhada ainda na década de 1930, longe do asfalto e do barulho dos grandes centros urbanos. O cenário original era composto por acampamentos improvisados de trabalhadores e vastas áreas de pouso de boiadas na antiga Fazenda Vargem Bonita.

 

Aquelas terras carregavam o nome e o legado de seu proprietário: Antônio Amaro da Silva Canedo, figura importante da política nacional que cravou seu nome durante sua passagem pelo Senado Federal.

 

Sua importância foi tamanha que acabou por batizar não apenas a região, mas também a emblemática estação de trem inaugurada em suas propriedades, que até os dias atuais funciona como um dos cartões-postais da cidade.

 

Progresso sobre trilhos

 

O crescimento da região veio sobre os trilhos. O impulso definitivo para o desenvolvimento local ocorreu com a construção da estrada de ferro da Rede Ferroviária Federal (RFFSA). A chegada da ferrovia transformou o pacato cenário rural em um canteiro de obras efervescente.

 

Como toda cidade em construção, as oportunidades de trabalho atraíram uma enorme leva de operários e novas famílias, vindas especialmente de estados vizinhos como Minas Gerais e Bahia. Esse dinamismo cultural e a força de trabalho desses migrantes fizeram o povoado prosperar e ganhar vida própria ao redor dos trilhos. 

 

O crescimento acelerado e a relevância econômica e social da comunidade não demoraram a exigir um novo status administrativo. Em 31 de março de 1953, o antigo povoado deu seu primeiro grande passo rumo à emancipação ao ser oficialmente elevado à categoria de distrito, e ficou inicialmente subordinado ao município de Goiânia.

 

Filho de pioneiros da cidade, Alzira e Lindolfo, que ao pé do Morro Santo Antônio criaram cinco filhos por meio do trabalho pesado da roça, o engenheiro civil Dr. Nelson Luiz destaca as dificuldades da época devido à falta de recursos, algo oriundo de uma cidade em fase inicial.

 

“Senador Canedo, quando ainda era apenas um distrito, era rota de passageiros e cargas para as cidades de Pires do Rio, Bela Vista de Goiás, entre outros municípios vizinhos. Lembro bem do movimento da região ocasionado pela rede ferroviária. Senador Canedo tinha poucos recursos e muita poeira devido às ruas de terra. Era bem diferente”, destacou.

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Década de 1980 foi um “divisor de águas” para  consolidação da cidade e “boom” populacional



Após mais três décadas de desenvolvimento, Senador Canedo entrou na reta final do tão sonhado projeto político: sua independência por meio da emancipação. A década de 1980 ficou marcada como o divisor de águas para a consolidação da cidade. Em um intervalo de poucos anos, a antiga vila operária e ferroviária experimentou um “boom” populacional e de infraestrutura que culminou em sua independência política.

 

Essa emancipação a transformou definitivamente em uma região independente e com força para atrair novos investimentos, os quais colocam a cidade como uma das mais promissoras da região metropolitana de Goiânia. O município destaca-se pela qualidade de vida de seus munícipes e pelo desenvolvimento econômico e social impulsionado por pequenas, médias e grandes empresas, além de ações diretas do poder público.

 

“Hoje Senador Canedo é um polo industrial de grande relevância para o Brasil inteiro. Muita gente está vindo para cá. A cidade está próxima da marca de 200 mil habitantes e acredito que, daqui a uns 10 anos, vai ultrapassar os 300 mil, sendo destaque populacional no estado de Goiás, graças à sua posição geográfica, investimentos urbanos e à cultura deste povo hospitaleiro”, finalizou ao DA, ao lado da esposa, jornalista Júlia Renata, o engenheiro e empresário que acreditou na potencialidade de Senador Canedo: Nelson Luiz.

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