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Goiás tem apenas uma mulher na disputa pelo Governo e duas candidatas a vice

Embora representem mais da metade do eleitorado goiano, elas continuam sendo minoria entre os representantes eleitos

A participação das mulheres na política brasileira avançou nas últimas décadas, mas ainda enfrenta desafios para alcançar maior equilíbrio na ocupação de cargos eletivos e espaços de decisão. Embora representem 53% do eleitorado goiano, segundo o Tribunal Regional Eleitoral de Goiás (TRE-GO), elas continuam sendo minoria entre os representantes eleitos.

Em Goiás, a disputa pelo Palácio das Esmeraldas em 2026 também evidencia essa realidade. A única mulher candidata ao Governo é Luciana Amorim, oficializada pela Unidade Popular (UP). Analista judiciária, ela também é coordenadora do Movimento Olga Benário.

Na disputa pelo cargo de vice-governadora, duas mulheres integram chapas já oficializadas. Jacqueline Zaiden (PSDB) foi escolhida para compor a chapa encabeçada pelo ex-governador Marconi Perillo. Agropecuarista de Rio Verde, ela disputa a eleição ao lado do tucano.

Já Ana Paula Rezende (PL) integra a chapa do senador Wilder Morais (PL) na disputa pelo Governo de Goiás. Empresária e filha do ex-prefeito de Goiânia Iris Rezende, ela também concorre ao cargo de vice-governadora.

A presença de mulheres nas chapas majoritárias amplia a visibilidade feminina no processo eleitoral e contribui para o debate sobre representatividade. A participação, no entanto, não se resume ao número de candidaturas. A ocupação efetiva de espaços de poder envolve também as condições de disputa, o acesso a recursos de campanha, a visibilidade e a possibilidade de participação nas decisões políticas.

A discussão sobre a presença feminina na política também está relacionada à representatividade da população. A maior participação de mulheres em cargos eletivos pode ampliar a diversidade de perspectivas no debate público e na formulação de políticas voltadas a diferentes segmentos da sociedade.

Apesar dos avanços institucionais e das medidas destinadas a estimular a participação feminina, a presença das mulheres nos principais cargos políticos ainda é um desafio. Nesse cenário, as eleições de 2026 em Goiás colocam novamente em pauta a participação feminina e o espaço ocupado pelas mulheres na política estadual.

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