Eduardo Marques
O governo federal atualizou a previsão do salário mínimo para 2027. O novo valor é R$ 1.741. A alta chega a 7,4% sobre o piso atual, de R$ 1.621.
O anúncio partiu do Ministério da Fazenda. O ministro Dario Durigan confirmou o número nesta semana. O dado consta do Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA).
A estimativa é maior que a anterior. Em abril, o governo havia projetado R$ 1.717. A diferença reflete o cálculo mais recente de inflação e crescimento econômico.
O cálculo segue uma fórmula fixa. Soma-se a inflação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) ao crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos antes. O arcabouço fiscal limita o ganho real a 2,5% acima da inflação.
Pela nova conta, o ganho real fica em 2,4%. É um dos maiores reajustes reais dos últimos anos.
Inflação define valor
O valor ainda não é definitivo. A confirmação só vem no fim de 2026. Depende do fechamento do índice de inflação de novembro.
O impacto vai além do salário mínimo. Aposentadorias, pensões e benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) seguem o mesmo piso. O Benefício de Prestação Continuada (BPC) também é corrigido pelo novo valor.
Cada real de aumento pesa nos cofres públicos. O governo estima R$ 413,2 milhões em despesas extras para cada R$ 1 de reajuste. A conta final pode superar R$ 49 bilhões.
Durigan descartou mudanças na regra. Segundo ele, os benefícios sociais continuam atrelados ao salário mínimo. Não há plano de desvinculação.
Se confirmado, o novo piso entra em vigor em janeiro. O impacto nos pagamentos aparece a partir de fevereiro de 2027.



