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Mabel anuncia nesta quarta-feira retomada das obras da Casa da Mulher Brasileira

Obra foi anunciada em 2020 e estava parada desde a rescisão com a antiga construtora

Eduardo Marques

O prefeito de Goiânia, Sandro Mabel (União Brasil), anuncia nesta quarta-feira (14), às 8h30, a retomada das obras da Casa da Mulher Brasileira. O espaço fica na Alameda Vitória Régia, no Setor Goiânia II, e vai atender mulheres em situação de violência.

A construção está parada desde o fim de 2025, quando a Prefeitura rescindiu o contrato com a antiga construtora. Para terminar a obra, o município fez nova licitação e escolheu outra, por R$ 9.559.480,81. O contrato inclui a conclusão da construção e a equipagem da unidade.

O resultado da Concorrência nº 6/2026 foi homologado e adjudicado em 28 de setembro. O termo saiu no Diário Oficial do Município em 1º de outubro.

A administração municipal estimava gastar R$ 10.378.331,14. A nova empresa de engenharia ofereceu desconto de 7,89%, o que reduziu o custo em cerca de R$ 818 mil.

Unidade reunirá vários serviços

Com mais de 3,6 mil metros quadrados, a Casa da Mulher Brasileira deve concentrar atendimento jurídico e psicossocial, segurança pública, alojamento provisório e ações de autonomia econômica. A ideia é reunir órgãos e serviços em um só lugar, para facilitar o acolhimento das vítimas.

Obra acumula atrasos desde 2020

A implantação da Casa em Goiânia foi anunciada em 2020. A licitação anterior terminou em 2022, mas a ordem de serviço só saiu em abril de 2023. A entrega estava prevista inicialmente para 2024.

A Prefeitura rescindiu o contrato com a A&A Engenharia por conta própria em dezembro de 2025, após sucessivos atrasos. Segundo a Secretaria Municipal de Políticas para as Mulheres, Assistência Social e Direitos Humanos (Semasdh), a empresa executou 27% da obra em mais de três anos. Foram pagos cerca de R$ 3,3 milhões até o rompimento.

Depois disso, o município tentou chamar a segunda colocada da licitação anterior, a Construtora Rio Manso Ltda. A empresa não assumiu os serviços, e a Prefeitura abriu novo processo. Em abril de 2026, o Ministério Público do Estado de Goiás (MPGO) informou que acompanharia a nova contratação e a retomada da obra.

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