
Eduardo Marques
A deputada federal reeleita Adriana Accorsi (PT) assumiu a coordenação-geral da campanha do presidente Lula (PT) em Goiás na reta final do segundo turno. Para marcar o início dessa fase, está marcado para este domingo (18), às 16h, na Praça Tamandaré, um ato de mobilização que deve reunir a militância.
“Agora, vamos transformar toda essa força em mobilização para o segundo turno e reeleger o nosso presidente Lula. É hora de ocupar as ruas, conversar com familiares, amigos e vizinhos e seguir trabalhando pelo projeto que defendemos para o Brasil”, afirmou Adriana nas redes sociais.
Segundo a deputada, o trabalho será feito ao lado da juventude e dos partidos que formam o que ela chama de maior frente progressista da história de Goiás, reunindo sete siglas: PDT, PSB, PT, PCdoB, PV, Psol e Rede. Adriana também convidou “quem mais quiser e vier apoiar a vitória da democracia contra o autoritarismo e a retirada de direitos e benefícios da população”.
Ato
A mobilização de domingo é um chamado das juventudes estudantis e de fandoms, com apoio de coletivos e partidos progressistas. O evento mudou de endereço para ampliar a participação e será realizado na Praça Tamandaré.
Desempenho do PT em Goiás
Adriana foi reeleita com 177.103 votos, contra 96.714 em 2022 (+83%), a segunda maior votação do estado. Rubens Otoni (PT) também cresceu, de 83.539 para 101.902 votos, e o partido manteve duas cadeiras na Câmara Federal.
Segundo dados citados pela deputada, entre 2022 e 2026 o PT-GO aumentou a votação em todos os cargos disputados. O candidato ao governo teve 46% mais votos que o de 2022, e a votação total da bancada federal subiu 30%. Na Assembleia Legislativa (Alego), o partido passou de três para quatro cadeiras, com Fabrício Rosa, Antônio Gomide, Kátia Maria e Bia de Lima. Fabrício foi de 20.432 para 81.540 votos, a segunda maior votação para a Casa.
Disputa interna e “Força Popular”
Em nota à imprensa, Adriana afirmou que um grupo da “velha guarda” do partido, que segundo ela já tentou levá-la a desistir da candidatura à reeleição, estaria se movimentando para tirá-la da direção do PT. Ela disse ter sido eleita dirigente com 95% dos votos e respondeu: “não”.
A deputada anunciou ainda a criação da “nova Força Popular”, ligada aos movimentos sociais e sindicais, que, segundo ela, seguirá ao lado de Lula e na defesa da classe trabalhadora e dos direitos das mulheres.



