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Medo da volta da família Bolsonaro ao poder supera o da reeleição do Lula, revela Quaest

Diferença é pequena no total, mas aparece com força entre os mais pobres e entre os eleitores de 35 a 59 anos

Eduardo Marques

O medo de uma eventual vitória de Flávio Bolsonaro (PL), que representaria a volta da família Bolsonaro ao poder, voltou a superar o receio de um novo mandato de Lula (PT). Pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (21) mostra que 44% dos eleitores temem o primeiro cenário, enquanto 42% temem o segundo. É a primeira vez desde 14 de agosto que a vantagem numérica pende para esse lado. Naquela rodada, o resultado era de 45% a 41%.

O levantamento foi encomendado pela Globo e pelo jornal O Globo. Na pesquisa anterior, de 14 de outubro, os dois temores estavam empatados em 43%. A variação desta semana foi de um ponto para cima no medo dos Bolsonaro e de um ponto para baixo no de Lula.

A maior distância entre os dois cenários está entre os beneficiários do Bolsa Família. Nesse grupo, 63% afirmam temer a volta da família Bolsonaro, contra 58% na rodada anterior. Já os que temem a reeleição de Lula caíram de 29% para 23%. A margem de erro nesse recorte é de quatro pontos percentuais, para mais ou para menos.

Entre os jovens de 16 a 34 anos, o resultado é o oposto. Ali, 47% dizem ter medo da reeleição do presidente, e 43% temem a vitória de Flávio. Na semana passada, os dois temores estavam empatados em 45%. A margem de erro nessa faixa é de cinco pontos, para mais ou para menos.

O eleitorado de 35 a 59 anos foi o que mais mudou de posição. Agora, 44% temem a vitória de Flávio e 42% a permanência de Lula. Na pesquisa anterior, 46% apontavam o petista como maior motivo de receio, e 40% citavam a volta da família Bolsonaro.

O percentual de quem teme os dois cenários subiu de 3% para 6%. Os que dizem não ter medo de nenhum deles passaram de 6% para 4%, e 4% não souberam ou não quiseram responder.

Segundo os dados registrados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), foram entrevistadas 2.154 pessoas de 16 anos ou mais, entre os dias 17 e 20 de outubro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. A pesquisa está registrada como BR-08535/2026.

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