
Uma operação do Procon Goiás, realizada na terça-feira (25) em uma distribuidora de cosméticos no Parque Anhanguera, em Goiânia, resultou na apreensão de mais de 1,6 mil perfumes irregulares e na internação do estabelecimento. A ação contou com o apoio da Polícia Civil e do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e foi motivada por denúncias de possível comércio de produtos falsificados.
Durante a fiscalização, as equipes encontraram cerca de 120 perfumes com embalagens que ostentavam marcas internacionais, porém sem notas fiscais que comprovassem a aquisição. Segundo o Procon, a ausência de documentação é um forte indicativo de falsificação. Além disso, aproximadamente 1.520 frascos de perfumes contratipos, versões que imitam fragrâncias famosas, também foram apreendidos.
Os fiscais verificaram que os números de registro da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) impressos nas embalagens não constavam nas bases oficiais, o que reforça a suspeita de que informações falsas estavam sendo utilizadas. Com base no Código de Defesa do Consumidor, que determina que produtos falsificados são impróprios para uso e proíbe a comercialização de itens fora das normas regulamentares, todo o material foi apreendido.
Diante das irregularidades, a distribuidora foi interditada. A reabertura só poderá ocorrer após pedido formal da empresa, acompanhado de documentação que comprove a regularidade dos produtos, seguido de nova vistoria do Procon.
O superintendente do Procon Goiás, Marco Palmerston, alertou que perfumes falsificados oferecem riscos à saúde e destacou a importância de que consumidores adquiram produtos apenas de lojas e sites confiáveis. Ele orienta que o público exija nota fiscal, desconfie de preços muito abaixo do mercado e fique atento a sinais de falsificação, como embalagens mal-acabadas, erros de ortografia, coloração diferente e fragrâncias alteradas.
“Se um perfume importado que custa em média R$ 800 está sendo comercializado por R$ 300, por exemplo, o consumidor deve suspeitar”, reforçou.
Suspeitas de irregularidades podem ser denunciadas ao Procon Goiás pelos telefones 151 (Goiânia), (62) 3201-7124 (interior) ou pelo Portal Expresso.



