
Uma investigação sobre a comercialização ilegal de medicamentos abortivos resultou no cumprimento de mandados de busca e apreensão, na última quinta-feira (26), em Aparecida de Goiânia e Araguapaz. Uma mulher e um homem são suspeitos de envolvimento com o tráfico de drogas e associação para o tráfico, utilizando redes sociais para divulgar e vender o produto proibido.
O caso veio à tona após a identificação da entrega de Cytotec (misoprostol), substância de uso controlado, enviada pelos Correios a uma compradora em Aparecida. Durante depoimento, a destinatária informou que adquiriu o medicamento pela internet, após contato com perfis que faziam a divulgação do produto em uma plataforma digital. Pelo material, foi pago valor superior a R$ 2,3 mil.
A partir das informações coletadas, os investigadores conseguiram identificar o responsável pelo envio da encomenda e também o beneficiário dos valores recebidos pela venda. As apurações indicam que o grupo atuava de forma estruturada, com ramificações de distribuição em diferentes estados do país.
Segundo as investigações, apenas um dos núcleos da associação criminosa pode ter comercializado Cytotec para pelo menos 227 usuárias, movimentando mais de R$ 450 mil.
As diligências continuam para identificar outros integrantes do esquema e ampliar o mapeamento da rede de venda ilegal de medicamentos abortivos.



