Eduardo Marques
O governador de Goiás e candidato à reeleição, Daniel Vilela (MDB), afirmou, nesta quarta-feira (26), ser contrário à adoção de câmeras corporais nos uniformes dos policiais militares do Estado. A declaração foi dada durante sabatina no programa Falando Sério, da Interativa FM, em Goiânia, ao responder a uma pergunta de um ouvinte sobre o tema.
Em vez de aderir ao uso do equipamento, Vilela defendeu que a prioridade de um eventual segundo mandato será investir em tecnologia de apoio à atividade policial. Ele citou como exemplo o programa IA Contra o Crime, que combina inteligência artificial, câmeras de monitoramento e cruzamento de dados para identificar veículos e pessoas envolvidos em ocorrências.
Segundo o candidato, mais de 4,5 mil câmeras desse sistema já foram instaladas em 160 municípios goianos, com cobertura estadual prevista para entrar em operação em 15 de setembro. “Isso é uma barreira virtual. Ninguém vai entrar ou sair de Goiás sem passar por uma das nossas câmeras e sem ser identificado pelo nosso sistema de inteligência artificial”, declarou.
Vilela citou dois casos como exemplo da eficácia da ferramenta: a localização de um suspeito em cerca de 40 minutos a partir de características de um veículo, e a prisão de quatro homens — que teriam saído de São Paulo para roubar um relógio em Goiânia — nove minutos após o crime. “Com um pequeno detalhe, com a cor da camisa, do capacete, do carro ou da moto, conseguimos fazer a identificação”, afirmou.
Ao tratar da segurança pública de forma mais ampla, o candidato disse que pretende manter a política adotada durante a gestão do ex-governador Ronaldo Caiado (PSD), a quem sucedeu, e reafirmou o discurso de “tolerância zero com a bandidagem em Goiás”. Ele também associou os resultados da área à atuação integrada das polícias Militar, Civil e Penal, citando um índice de 92% de solução de crimes investigados pela Polícia Civil.



