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Greve dos administrativos da Educação termina após 21 dias em Goiânia

Categoria aceita proposta e encerra protesto que durou três semanas

Eduardo Marques

A greve dos servidores administrativos da Rede Municipal de Educação de Goiânia chegou ao fim nesta terça-feira (15). O movimento durou 21 dias e havia começado em 17 de agosto. A decisão de encerrar a paralisação saiu de uma assembleia extraordinária realizada nesta manhã no auditório da Assembleia Legislativa do Estado de Goiás (Alego), onde a categoria analisou a proposta da Prefeitura de Goiânia e decidiu aceitar os termos.

Retomada total a partir de amanhã

A partir desta quarta-feira (16), todas as unidades da Rede Municipal devem funcionar com 100% dos servidores administrativos. Isso significa retomada total do atendimento a crianças, estudantes e famílias, encerrando um período de rotina afetada nas escolas.

Justiça exigia 70% do efetivo

Durante todo o período de paralisação, uma decisão do Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO) pesou sobre o movimento. O órgão determinou que ao menos 70% dos servidores administrativos permanecessem em atividade em cada unidade escolar. A medida buscava reduzir o impacto da greve no dia a dia das escolas enquanto durassem as negociações.

A proposta que convenceu a categoria

A Prefeitura de Goiânia apresentou um plano de reestruturação de carreira. A ideia é avançar de forma gradual até 2030.

Em 2026, o modelo prevê espaçamento de 7,42% entre os níveis. Entre as referências, o espaçamento é de 1,2%. Isso resulta em um ganho médio acumulado de 7,99% neste ano.

Nos anos seguintes, o ganho médio acumulado deve crescer. Serão 10,70% em 2027. 13,45% em 2028. 16,29% em 2029. E 19,18% em 2030. Vale destacar um ponto importante. Esses percentuais não incluem os reajustes anuais da data-base. Também não incluem as progressões funcionais dos servidores.

A proposta trouxe outros itens. Um deles é o pagamento de bonificação extraordinária referente ao auxílio-locomoção de julho. Outro é a preservação integral da bonificação de final de ano. Também foram definidas condições sobre os dias parados.

O que dizia o prefeito

Durante as negociações, o prefeito Sandro Mabel (União Brasil) defendeu cautela. Segundo ele, o município precisava preservar o equilíbrio das contas públicas e não poderia assumir compromissos que colocassem em risco a responsabilidade fiscal.

“A categoria votou por maioria, pelo aceite da proposta apresentada pelo prefeito. Isso é importante que todos saibam porque amanhã, haverá o retorno ao atendimento e a normalização nas unidades educacionais”, afirmou Ludmylla Morais, presidente em exercício do Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Goiás (Sintego).

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