Eduardo Marques
Nova pesquisa Nexus/BTG, divulgada nesta segunda-feira (21), mostra o presidente Lula (PT) consolidado na liderança da corrida presidencial, mas ainda sem conseguir se descolar de forma definitiva do senador Flávio Bolsonaro (PL). No cenário de primeiro turno, o petista aparece com 40% das intenções de voto, ante 37% do candidato do PL. A diferença de três pontos está dentro da margem de erro de dois pontos, o que caracteriza empate técnico entre os dois primeiros colocados.
Na rodada anterior, divulgada em 14 de setembro, Lula tinha 42% e Flávio permanecia estável nos mesmos 37%, o que indica que a leve oscilação do presidente não alterou o quadro geral de disputa.
Atrás dos dois líderes, o escritor Augusto Cury (Avante) mantém a terceira posição com 6%, praticamente estável em relação ao levantamento passado. Ronaldo Caiado (PSD) aparece com 5%, e Renan Santos (Missão) cresceu de 2% para 3%. Romeu Zema (Novo) e Samara Martins (UP) ficam empatados com 1% cada, enquanto os demais nomes somam apenas 1% no total. Os votos em branco, nulos ou de indecisos representam 6%.
Segundo turno
O retrato muda pouco quando a pesquisa simula o segundo turno. Numa eventual disputa direta entre Lula e Flávio Bolsonaro, o presidente tem 46% contra 45% do senador, uma diferença de apenas um ponto que também configura empate técnico. Na rodada anterior os números eram 47% a 46%, ou seja, o cenário praticamente não se moveu em uma semana.
Lula também aparece tecnicamente empatado num confronto simulado com Augusto Cury, com 44% contra 43% do escritor, ampliando uma vantagem que era de três pontos na pesquisa passada para apenas um ponto agora.
Na simulação entre Lula e Caiado, ambos pontuam 45%. Na rodada passada, o petista tinha 47% e o goiano, 41%.
Um dado que chama atenção no levantamento é o grau de convicção do eleitorado a poucos meses da eleição. Entre os que já escolheram candidato no primeiro turno, a grande maioria diz que a decisão está tomada e não deve mudar até outubro, com índices de fidelidade acima de 90% tanto entre eleitores de Lula quanto entre os de Flávio Bolsonaro.
Isso sugere que o espaço para movimentação do jogo eleitoral tende a ficar cada vez mais concentrado na pequena fatia de indecisos, o que torna qualquer oscilação, mesmo pequena, mais relevante para o desfecho da disputa.
A pesquisa Nexus/BTG ouviu 2.006 eleitores entre os dias 18 e 20 de setembro, por telefone, com margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos.



