
Eduardo Marques
A Prefeitura de Goiânia começou a agir para proteger quem frequenta a Praça da Cirrose, no Setor Oeste. O motivo foi a queda de galho de grande porte da Gameleira, registrada no último sábado (19). Nesta segunda-feira (21), equipes da Agência Municipal do Meio Ambiente (Amma), da Defesa Civil e da Secretaria Municipal de Engenharia de Trânsito (SET) foram até o local.
A ideia foi checar as condições das árvores e decidir os próximos passos. Por enquanto, a principal ação é sinalizar a área. A sinalização serve para avisar as pessoas sobre o risco de queda de galhos. A orientação é simples. Manter distância das árvores.
A bióloga da Amma, Wanessa de Castro, explicou que já existe um parecer técnico sobre o assunto. Sete analistas da Gerência de Arborização assinaram o documento. Eles apontaram a necessidade de remover duas gameleiras e podar outras duas. Porém, o Ministério Público do Estado de Goiás (MP-GO) recomendou suspender qualquer corte por enquanto.
Para a bióloga, o problema tem explicação. “Essas gameleiras, como toda árvore, apresentam um final de ciclo. Elas também foram vítimas de incêndios, que diminuíram muito a sua vida útil”, afirmou. Ela completou dizendo que o espaço ao redor também prejudica as árvores. “As condições do entorno dificultam a sustentação das raízes, que estão limitadas pelo calçamento, pela via e pelo asfalto. As raízes aéreas delas não têm onde ancorar mais.”
A bióloga reforçou que a poda não resolve o problema das duas árvores indicadas para remoção. “A falha é estrutural. Mesmo que você pode a copa, o tronco pode falhar e abrir”, explicou. E completou destacando o risco. “São dezenas de toneladas em uma área onde as pessoas passam todos os dias.”
A sinalização entra justamente para reduzir esse risco enquanto a situação não se resolve. Wanessa lembrou que esse não foi o primeiro caso de galho caindo no local. Outros episódios parecidos já aconteceram antes.
A Defesa Civil vai continuar acompanhando o quadro, principalmente com a chegada do período de chuvas mais fortes. Se o risco aumentar, a área pode ser interditada de forma preventiva. Essa decisão dependeria de uma avaliação conjunta entre os órgãos envolvidos.



