Eduardo Marques
O vereador Thialu Guiotti (Avante) reuniu 26 assinaturas de apoio para disputar a presidência da Câmara Municipal de Goiânia. O número representa maioria ampla entre os 37 parlamentares. Se os compromissos forem mantidos, ele terá folga sobre os 19 votos necessários para vencer. A eleição da Mesa Diretora está prevista para esta sexta-feira (9).
O requerimento para convocar a votação deve ser apresentado nesta quarta-feira (7). O Regimento Interno permite que a eleição aconteça em até 48 horas após o aviso aos vereadores.
A articulação ganhou força nas últimas horas. Até o início da semana, a disputa parecia restrita a Thialu e ao vereador Ronilson Reis (Solidariedade). Agora, o cenário pende com clareza para o parlamentar do Avante.
O prefeito Sandro Mabel (União Brasil) declarou apoio a Thialu. Na terça-feira (6), ele participou de um almoço com vereadores para tratar da sucessão de Romário Policarpo no comando da Casa. O atual presidente e o presidente da Assembleia Legislativa, Bruno Peixoto, também integram a articulação. O grupo busca ampliar a base de apoio e evitar uma disputa acirrada entre blocos do Legislativo.
No mesmo dia, Thialu se reuniu com 22 vereadores. Defendeu uma Câmara mais forte do ponto de vista institucional e citou o respaldo de Mabel, do governador Daniel Vilela e de Peixoto. Ressaltou, porém, que a decisão final cabe aos vereadores.
Ronilson ainda é candidato
A disputa não está formalmente encerrada. Ronilson Reis vinha construindo uma candidatura com vereadores de oposição ao Paço Municipal e de partidos fora da base mais próxima de Mabel. Nos bastidores, há negociação para que ele retire o nome. A ideia é montar uma composição mais ampla em torno de Thialu, evitar o confronto no plenário e dividir espaços entre os grupos.
Comissões estão em jogo
A eleição vai além da escolha do presidente. Estão em negociação os demais cargos da Mesa e, principalmente, a formação das comissões permanentes. Entre as mais estratégicas estão a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), a Comissão Mista e a de Finanças, Orçamento e Economia. Elas analisam os projetos antes que cheguem ao plenário e pesam na relação entre Legislativo e Executivo.
O tema ganha importância para Mabel na segunda metade do mandato. A CCJ hoje é presidida por Luan Alves (MDB), que integra um grupo de oposição ao prefeito.



