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Novos hospitais e policlínicas consolidam regionalização

Complexo Oncológico de Referência do Estado de Goiás (Cora), inaugurado em 2025, é a maior obra da gestão Caiado na saúde. Governo entrega oito unidades hospitalares e seis policlínicas desde 2019

O Cora foi construído em tempo recorde: 25 meses entre o anúncio e a inauguração: hospital está preparado para realizar 26 cirurgias eletivas e 2,5 mil atendimentos mensais

A rede estadual de saúde passou por uma verdadeira transformação nos últimos sete anos. Desde 2019, o Governo de Goiás inaugurou oito novos hospitais e seis novas policlínicas. A maior unidade entregue é o Complexo Oncológico de Referência do Estado de Goiás (Cora), que está de portas abertas desde setembro de 2025 para atender crianças e adolescentes em tratamento contra o câncer. Trata-se de um investimento de R$ 225 milhões em estrutura e equipamentos com objetivo de salvar vidas.

O Cora foi construído em tempo recorde: 25 meses entre o anúncio e a inauguração. O hospital está preparado para realizar cerca de 26 cirurgias eletivas e 2,5 mil atendimentos mensais, entre pronto-socorro, consultas e sessões de quimioterapia. Com 60 leitos, representa a concretização de um compromisso firmado pelo ex-governador Ronaldo Caiado ainda durante a campanha eleitoral, diante da dificuldade enfrentada por pacientes que, muitas vezes, eram obrigados a buscar o serviço em outros estados.

“Entregamos esperança para as crianças, e a perspectiva de ter sua doença curada, porque este hospital tem o melhor nível do ponto de vista científico e traz o que existe de mais inovador em tecnologia”, afirmou Caiado durante a solenidade de entrega. “O Cora mostra a demanda represada de crianças que não tinham para onde ir, e nem recursos para mudarem para Barretos ou Brasília. […] E não temos limite de atendimento: é o que determina o SUS. Ou seja, é para toda a população”, acrescentou.

Outro passo importante rumo à modernização e regionalização da rede de saúde foi a inauguração, em 2024, do Hospital Estadual de Águas Lindas (Heal) – Ronaldo Ramos Caiado Filho. A obra, que custou R$ 157 milhões do Tesouro Estadual, marcou o fim de uma espera de 20 anos da população e possui quase o dobro do tamanho previsto no projeto original. São 16 mil metros quadrados de área construída e estrutura para 22 consultórios, além de 132 leitos, sendo 40 de UTI’s. 

Com investimento de mais de R$ 29 bilhões desde 2019, Goiás também triplicou o número de leitos de terapia intensiva (UTI). Antes, o estado só contava com 267 leitos concentrados em apenas três cidades: Goiânia, Aparecida e Anápolis. Agora, são 790, em 20 municípios diferentes, o que equivale a um avanço de 195%. De 12,1% do mínimo constitucional obrigatório aplicado em saúde em 2018, o Estado passou a aplicar 15,08%. Somente em 2025 foram destinados R$ 5,7 bilhões.

Foram entregues ainda seis policlínicas que oferecem atendimento em 22 especialidades médicas para o interior. As unidades estão localizadas nas cidades de Posse, Goianésia, Quirinópolis, Formosa, São Luís de Montes Belos e Goiás. Desde que entraram em funcionamento, esses espaços realizaram mais de 3 milhões de atendimentos. “Nós estamos 100% regionalizados. Garantimos acesso com qualidade, com todos os equipamentos necessários para a população”, destaca o governador Daniel Vilela.

Antes e depois 

Hospitais e policlínicas

  • Antes (2018): A rede pública estadual contava com 17 hospitais
  • Depois (2025): A população passou a contar com 25 hospitais estaduais e 6 policlínicas

Leitos de UTI

  • Antes (2018): O estado possuía 267 leitos de UTI, concentrados em três municípios: Goiânia, Anápolis e Aparecida de Goiânia
  • Depois (2025): O número subiu para 790 leitos de UTI (adulto, pediátrico e neonatal)
  • Expansão: Entre 2018 e 2025, houve crescimento de 195,88% na oferta de terapia intensiva

Cora: atendimento humanizado e tecnologia de ponta

A estrutura do Complexo Oncológico de Referência do Estado de Goiás (Cora) foi pensada para unir ciência de ponta e cuidado humano, com ambientes lúdicos e coloridos, brinquedotecas, áreas de convivência e luz natural, o que preserva a infância mesmo em meio ao tratamento. O acesso é regulado pelo sistema da Secretaria de Estado da Saúde (SESGO).

A equipe multiprofissional da unidade foi especialmente treinada para se comunicar com crianças e adolescentes em uma linguagem acessível e afetuosa. “Esse acolhimento diferenciado, que prioriza o atendimento humanizado e empático, em que as necessidades emocionais de pacientes e o conforto às famílias são levados em conta, fortalece a saúde e amplia as chances de cura”, explica o secretário da Saúde, Rasível dos Santos.

Tecnologia

Aliado ao atendimento humano, o Cora conta com equipamentos modernos que facilitam o diagnóstico e a terapia. O aparelho de ressonância magnética nuclear 1,5T, de última geração, é acoplado ao centro cirúrgico e possibilita a realização do exame no ato da cirurgia, o que garante maior precisão no tratamento. O serviço permite combinar a alta resolução tecnológica com ferramentas de inteligência artificial (IA) e investigações precoces de câncer.

Outro diferencial é a robótica, que auxilia na reabilitação neurológica e motora. Os robôs oferecem suporte físico para as pernas, permitem que os pacientes retornem às suas atividades normais. Esteiras sensorizadas com realidade virtual integram o equipamento C-Mil, que torna a reabilitação mais lúdica para os pacientes pediátricos. Além disso, o Cora conta com simuladores clínicos para capacitação da equipe da unidade.

O setor de Transplante de Medula Óssea (TMO) é outro ponto de inovação do Cora. Dispõe de camas hospitalares vinculadas a colchões terapêuticos de alta tecnologia. Além disso, a ala possui um avançado sistema de filtragem do ar, que garante uma camada extra de segurança e pureza ao ar respirado pelos pacientes transplantados, o que impede a entrada de bactérias e contaminações durante o período de recuperação.

Histórias como a da pequena Cecília Pereira dos Santos, de 3 anos, também mostram a relevância do Cora. Sua mãe, Fabiana Bispo dos Santos, lembra que a filha foi uma das primeiras pacientes internadas na unidade. “Fomos muito bem recebidos. O atendimento foi incrível desde o dia em que chegamos. Graças a Deus, tenho muito que agradecer”, sublinhou ela, acompanhada do marido, Inácio Pereira da Costa.

“Entregamos esperança para as crianças, e a perspectiva de ter a doença curada, porque o Cora tem o melhor nível do ponto de vista científico” (Ronaldo Caiado)

 

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