
Eduardo Marques
O governador reeleito de Goiás, Daniel Vilela (MDB), e o ex-governador Ronaldo Caiado (PSD) vão apoiar Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno da disputa presidencial. A decisão foi antecipada nesta segunda-feira (5), um dia depois de Daniel vencer a eleição estadual ainda no primeiro turno, com 59,17% dos votos válidos.
O apoio deve ser formalizado nesta terça-feira (6), às 14h30, no espaço que foi o comitê central de campanha do MDB e partidos aliados, em Goiânia. A agenda foi divulgada pelo senador eleito Gustavo Gayer (PL), ao lado do prefeito de Anápolis, Márcio Corrêa (PL), e do deputado federal eleito Major Vitor Hugo (PL). Segundo Gayer, Flávio estará na capital para receber o apoio de Daniel, do ex-governador Ronaldo Caiado (PSD), de prefeitos, deputados e outras lideranças goianas.
A mudança altera o desenho do primeiro turno. Daniel apoiou Caiado na corrida ao Planalto, enquanto Flávio esteve ao lado de Wilder Morais (PL) na campanha pelo governo estadual. Mesmo com as divergências, o governador afirmou que o segundo turno cria uma nova configuração.
Ao justificar a escolha, Daniel disse ao O Popular que considera encerrado o ciclo do PT no governo federal. “Acho que se exauriu essa era do PT”, afirmou. Para ele, o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não conseguiu atender às demandas da população, e o resultado do primeiro turno mostra a insatisfação de parte do eleitorado.
Questionado sobre as críticas e acusações que cercam Flávio, o governador evitou o confronto. Disse que o segundo turno obriga a escolher entre duas candidaturas e que o candidato do PL merece o benefício da dúvida. Defendeu ainda que Flávio assuma compromisso com as expectativas dos brasileiros.
Gayer quer transformar o ato em demonstração de força. O senador eleito pediu que as diferenças partidárias fiquem em segundo plano e estabeleceu uma meta de ampliar em mais de 500 mil votos a votação de Flávio em Goiás entre os dois turnos. O número é um objetivo político da campanha, não uma projeção baseada em pesquisa.
Márcio Corrêa chamou o encontro de “grande ato” e disse que os aliados seguirão mobilizados até a votação, marcada para 25 de outubro. Major Vitor Hugo também defendeu a continuidade da campanha até o fim.



