Operação Actus Ultimus mira investigados por adulteração e
Ao todo, foram cumpridos 15 mandados de prisão cautelar e 35 mandados de busca e apreensão
A Polícia Civil de Goiás deflagrou, nesta quinta-feira (15), a Operação Actus Ultimus, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa suspeita de envolvimento em furtos, receptação qualificada, adulteração de sinais identificadores de veículos automotores e lavagem de capitais. A ação é coordenada pela Delegacia Estadual de Repressão a Furtos e Roubos de Veículos Automotores (DERFRVA) e ocorre em municípios de Goiás e Mato Grosso.
Ao todo, foram cumpridos 15 mandados de prisão cautelar e 35 mandados de busca e apreensão. As diligências são realizadas em Goiânia, Trindade, Barra do Garças, em Mato Grosso, e Sinop, também no estado mato-grossense. A operação busca reunir provas, identificar os envolvidos e interromper as atividades ilícitas atribuídas ao grupo investigado.
A ofensiva policial mobiliza diferentes unidades especializadas no enfrentamento aos crimes relacionados ao patrimônio e à circulação irregular de veículos. A iniciativa também evidencia a cooperação entre as polícias civis de Goiás e Mato Grosso, necessária para o cumprimento de medidas judiciais em diferentes localidades.
Participam da operação a Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (CORE), por meio do Grupo Tático 3 (GT3), o Laboratório de Identificação Veicular (LIV), a Polícia Técnico-Científica (PTC) e a Polícia Civil de Mato Grosso (PCMT). As equipes atuam de forma coordenada no cumprimento das determinações judiciais e no desenvolvimento das diligências previstas.
Combate ao comércio ilegal de veículos automotores
As investigações têm como foco um esquema estruturado que, segundo as informações divulgadas, estaria relacionado a diferentes etapas da atividade criminosa envolvendo veículos automotores. Entre as condutas investigadas estão a subtração dos veículos, a receptação qualificada, a adulteração de sinais identificadores e a lavagem de capitais.
A subtração representa a retirada ilegal do veículo de seu legítimo proprietário. Na sequência, a receptação pode envolver a aquisição, o recebimento, o transporte ou a comercialização de bens provenientes de crime, conforme as circunstâncias apuradas. Já a adulteração de sinais identificadores consiste na modificação indevida de elementos utilizados para identificar o automóvel, como numeração de chassi e motor, com a finalidade de dificultar sua identificação e rastreabilidade.
A lavagem de capitais, por sua vez, consiste em ocultar ou dissimular a origem ilícita de recursos, bens ou valores. No contexto de investigações dessa natureza, a apuração busca esclarecer se houve movimentação financeira destinada a encobrir ganhos provenientes das atividades criminosas.
A análise conjunta dessas possíveis práticas permite aos investigadores examinar a estrutura do grupo, os vínculos entre os suspeitos e a eventual divisão de tarefas. Entretanto, a responsabilidade individual de cada investigado depende das provas reunidas durante a investigação e da posterior análise pelas autoridades competentes.
Integração policial amplia alcance das diligências
O trabalho do Laboratório de Identificação Veicular e da Polícia Técnico-Científica tende auxiliar na verificação de características identificadoras e na produção de elementos técnicos relevantes para o inquérito, inclusive a obtenção de dados junto aos antigos proprietários.

Com a Operação Actus Ultimus, a Polícia Civil busca avançar na identificação dos envolvidos e no esclarecimento da dinâmica do esquema investigado. O cumprimento dos mandados também poderá contribuir para a coleta de documentos, dispositivos e outros materiais potencialmente relacionados às suspeitas, conforme o que for efetivamente encontrado durante as buscas.
Nos últimos anos, as forças de segurança do estado de Goiás intensificaram as ações de combate à venda de peças e veículos com numerações suprimidas ou adulteradas. Entre os locais alvos, a Vila Canaã, conhecida pela forte procura de pessoas interessadas em reparos e substituições de peças instantâneas.
Até o fechamento desta edição, as identidades dos envolvidos não haviam sido divulgadas, o que impossibilitou o contato com suas respectivas defesas.



