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Com mais de 57% dos votos, Celina Leão é reeleita governadora do DF

Leandro Grass (PT) obteve 42%

Eduardo Marques

O eleitor do Distrito Federal confirmou neste domingo (25) a permanência de Celina Leão (PP) no Palácio do Buriti. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) declarou a vitória às 20h02, com 94,96% das urnas apuradas. Naquele momento, ela somava 940.273 votos, ou 57,23% dos válidos, contra 702.831 (42,77%) de Leandro Grass (PT). O vice na chapa vencedora é Gustavo Rocha (Republicanos).

O resultado tem peso histórico. Outras mulheres já ocuparam o comando do governo local, a própria Celina entre elas, mas sempre como vice que assumiu o posto por circunstâncias diversas. Agora, pela primeira vez, uma mulher chega ao cargo escolhida diretamente nas urnas. O DF também elegeu uma bancada de Senado composta só por mulheres, todas aliadas da governadora.

A vitória veio depois de um primeiro turno apertado. Celina teve 825.530 votos (49,93% dos válidos) e ficou a 1.089 votos de encerrar a disputa sem precisar de nova rodada. Além do DF, Espírito Santo, Amazonas, Rio Grande do Norte, Acre e Tocantins também decidiram seus governos no segundo turno.

Trajetória

Aos 45 anos, Celina Leão Hizim Ferreira é natural de Goiânia, formada em administração e tem uma carreira política construída em Brasília. Foi deputada distrital por dois mandatos, de 2011 a 2019, na época pelo PDT, e presidiu a Câmara Legislativa após a reeleição, em 2015. Depois, exerceu mandato de deputada federal pelo PP, de 2019 a 2022. Em 2020, afastou-se por sete meses para chefiar a Secretaria de Esporte e Lazer do DF e deixou o cargo para atuar na campanha de Arthur Lira (PP-AL) à presidência da Câmara, que acabou vitorioso.

Em 2023, tornou-se vice-governadora na chapa de Ibaneis Rocha (MDB). Assumiu o governo em 30 de março deste ano, quando Ibaneis deixou o cargo para disputar o Senado, candidatura da qual desistiu quatro meses depois. Aliada de Jair Bolsonaro (PL), participou ativamente da campanha de reeleição do ex-presidente.

Seu histórico inclui ainda um episódio judicial: em 2017, ela e outros quatro deputados distritais foram denunciados pelo Ministério Público do DF por improbidade administrativa no âmbito da Operação Drácon, a partir de áudios divulgados pela ex-deputada Liliane Roriz sobre supostas negociações de propina.

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