Aparecida

Aparecida é a 2ª cidade de Goiás onde motoristas mais derrubam postes; acidentes podem deixar bairros sem energia

Cidade registrou 156 colisões em dez meses, uma média de um poste atingido a cada dois dias; além do risco de morte, acidentes podem deixar famílias e comerciantes sem luz e gerar cobranças aos motoristas responsáveis

Um motorista perde o controle do carro, bate contra um poste e, em poucos segundos, moradores que não tiveram qualquer participação no acidente podem ficar sem energia elétrica. Geladeiras, ventiladores, equipamentos de trabalho e estabelecimentos comerciais podem ser afetados. Essa situação ajuda a explicar um problema que colocou Aparecida de Goiânia na segunda posição do ranking estadual de colisões contra postes em 2026.

Segundo levantamento divulgado pela Equatorial Goiás nesta quarta-feira (4), Aparecida registrou 156 colisões entre janeiro e outubro, uma média de aproximadamente um acidente a cada dois dias. O município ficou atrás apenas de Goiânia, que contabilizou 490 ocorrências no mesmo período.

Em todo o estado, foram registrados 2.922 acidentes envolvendo postes da rede elétrica nos dez primeiros meses do ano. Isso representa uma média de quase dez colisões por dia em Goiás. Anápolis, Catalão e Rio Verde aparecem na sequência do levantamento, mas a concessionária não informou os números individuais dessas cidades.

Acidentes atingem famílias que não estavam no trânsito

O problema ultrapassa os prejuízos causados aos veículos. Quando um poste é atingido, cabos podem se romper, transformadores podem ser danificados e o fornecimento de energia pode ser interrompido.

Para uma família, a falta de eletricidade pode significar alimentos estragados na geladeira, dificuldade para conservar medicamentos e impossibilidade de utilizar aparelhos domésticos. Para pequenos comerciantes, o problema pode representar perda de mercadorias e paralisação das atividades.

A duração da interrupção depende da gravidade dos danos. Em alguns casos, a concessionária precisa substituir o poste, reinstalar equipamentos e reorganizar a fiação antes de restabelecer o serviço.

Mais de 42% das colisões acontecem pela manhã

Ao contrário da ideia de que esses acidentes ocorrem principalmente durante a madrugada, os dados mostram que o período da manhã concentra a maior parte das ocorrências.

Segundo a Equatorial Goiás, 42,6% das colisões acontecem pela manhã, enquanto 34,8% são registradas à tarde. O período noturno responde por 13,2% e a madrugada por 9,4%.

Isso significa que mais de três em cada quatro acidentes acontecem durante o dia, quando há circulação de trabalhadores, estudantes, motociclistas e veículos de transporte de mercadorias.

A distribuidora aponta excesso de velocidade, distração com celular, consumo de álcool, sono ao volante e problemas de manutenção dos veículos entre os fatores associados às colisões.

“É essencial uma mudança de comportamento no trânsito para enfrentar esse problema que afeta, de forma significativa, a infraestrutura elétrica destinada a atender a população goiana”, afirma Flávio Duarte, gerente de Serviços Técnicos e Comerciais da região Centro da Equatorial Goiás.

Quem bate no poste pode ter de pagar o prejuízo

Além dos danos ao veículo, o motorista responsável pelo acidente poderá ser cobrado pela substituição do poste e pela recuperação da rede elétrica.

De acordo com a concessionária, os custos podem incluir equipamentos, materiais, deslocamento de equipes e serviços necessários para restabelecer o fornecimento.

A responsabilização financeira depende da apuração das circunstâncias do acidente. O valor da cobrança varia conforme a extensão dos danos.

O levantamento também mostra que Goiás registrou 4.382 colisões em todo o ano de 2025. Como os dados de 2026 abrangem apenas janeiro a outubro, ainda não é possível concluir que houve redução anual dos acidentes.

O que fazer quando um poste cai sobre um carro?

A orientação principal é não tocar nos fios e evitar qualquer aproximação de estruturas danificadas. Cabos caídos podem continuar energizados mesmo quando não apresentam faíscas.

Se o poste atingir o veículo, os ocupantes devem permanecer dentro do automóvel, sem tocar nas partes metálicas, até a chegada das equipes de emergência, desde que não exista risco imediato, como incêndio.

Caso seja indispensável sair devido a um incêndio, a pessoa deve evitar tocar simultaneamente no carro e no chão, saltar com os pés juntos e se afastar com passos curtos, mantendo os pés próximos.

Pedestres também devem manter distância, impedir a aproximação de outras pessoas e acionar o socorro.

Ocorrências na rede elétrica podem ser comunicadas à Equatorial Goiás pelo telefone 0800 062 0196 ou pelo WhatsApp (62) 3243-2020. Em situações de risco imediato, a população deve acionar o Corpo de Bombeiros pelo 193.

Fernanda Cappellesso

Olá! Sou uma jornalista com 20 anos de experiência, apaixonada pelo poder transformador da comunicação. Atuando como publicitária e assessora de imprensa, tenho dedicado minha carreira a conectar histórias e pessoas, abordando temas que vão desde política e cultura até o fascinante mundo do turismo.

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