
Eduardo Marques
A margem que separa o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) do senador Flávio Bolsonaro (PL) num eventual segundo turno voltou a diminuir. É o que revela a mais nova pesquisa Atlas/Bloomberg, divulgada na manhã desta segunda-feira (31), que aponta Lula com 47,1% das intenções de voto contra 42,6% de Flávio — uma diferença de 4,5 pontos percentuais, ainda acima da margem de erro, mas bem menor do que a registrada no mês passado.
O recuo chama atenção porque, na rodada de julho, a vantagem petista beirava os 6,3 pontos, com Lula somando 49,2% e Flávio, 42,9%. Ou seja: enquanto o adversário se manteve praticamente estável, foi o presidente quem perdeu terreno — um dado que tende a reacender o debate sobre o ritmo da campanha rumo a outubro.
No cenário de primeiro turno, o desenho é parecido: os dois principais nomes caem, mas Lula segue na frente. O petista aparece com 43,4% das intenções de voto, ante 33,7% de Flávio. Na pesquisa anterior, os números eram de 44,9% e 35,8%, respectivamente — uma queda simultânea que abre espaço para outras candidaturas.
E é exatamente aí que está um dos destaques do levantamento: Augusto Cury (Avante), que marcava apenas 1,6% em julho, saltou para 7,8% e assumiu a terceira colocação, superando Renan Santos (Missão), que aparece com 7,6%. Completam a lista Ronaldo Caiado (PSD), com 3,3%, e Romeu Zema (Novo), com 1%.
O instituto também testou outros cenários de segundo turno, e Lula venceria todos os adversários simulados. Contra Caiado, o presidente teria 46,6% ante 41% do ex-governador de Goiás — com um índice mais alto de votos em branco, nulos ou indecisos, de 12,3%. Já contra Zema, Lula chegaria a 47%, contra 40,7% do candidato do Novo.
A pesquisa Atlas/Bloomberg ouviu 5.014 pessoas em todo o país, entre os dias 25 e 30 de agosto, por meio de recrutamento digital aleatório. A margem de erro é de um ponto percentual, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-07972/2026.
Com a corrida presidencial ainda em aberto e o segundo debate entre os principais candidatos marcado para 14 de setembro, os próximos levantamentos devem indicar se o movimento de aproximação observado em agosto é um ponto fora da curva ou o início de uma tendência mais duradoura.



