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Entre os candidatos ao Senado testados pela Atlas, Gayer é quem mais incomoda o eleitor goiano

Gustavo Mendanha possui o menor índice entre os nomes que a pesquisa conseguiu mapear

Eduardo Marques

Falta um mês para as eleiçõs e uma nova pesquisa já dá pistas de como anda o humor do eleitor goiano em relação à disputa pelo Senado. Segundo o levantamento Atlas Intel, divulgado nesta quinta-feira (3), o deputado federal Gustavo Gayer, do PL, é quem carrega a maior rejeição entre os candidatos ao cargo presentes no levantamento. De acordo com o instuto, 23,6% dos entrevistados dizem que não votariam nele de jeito nenhum.

O instituto ouviu 1.214 pessoas entre 27 de agosto e 1º de setembro, com margem de erro de três pontos percentuais. A pesquisa não perguntou diretamente em quem o eleitor votaria para o Senado, mas mediu a rejeição a uma lista de lideranças políticas do estado. Mesmo sem essa pergunta específica, os números já ajudam a entender como parte dos onze candidatos registrados para a disputa é vista pela população.

O índice de Gayer supera até o de políticos com décadas de estrada no estado, caso de Vanderlan Cardoso, do PSD, hoje com 20,1% de rejeição, e da ex-primeira-dama Gracinha Caiado, do União Brasil, com 18,6%. Um pouco mais abaixo na lista estão o médico Zacharias Calil, do MDB, com 12,4%, e o ex-prefeito de Aparecida de Goiânia Gustavo Mendanha, do PRD, com 11,9%, o menor índice entre os cinco nomes que a pesquisa conseguiu mapear.

O contraste chama atenção porque outras pesquisas divulgadas nas últimas semanas apontam justamente Gracinha Caiado como favorita na corrida ao Senado, puxada em boa parte pelo prestígio do marido, o governador Ronaldo Caiado (PSD), que hoje tem 75,3% de aprovação e a menor rejeição pessoal de toda a pesquisa Atlas: apenas 17,7%. Já Gayer tem um histórico de embates públicos e um discurso mais afiado nas redes sociais, o que ajuda a explicar como ele consegue, ao mesmo tempo, fidelizar uma base forte e irritar uma parcela relevante do eleitorado.

Vale lembrar que a Atlas mediu essa rejeição dentro de uma lista bem mais ampla de nomes, ao lado de figuras nacionais como Lula (PT), que tem 58,4% de rejeição, a maior de toda a pesquisa, e Flávio Bolsonaro, com 40%. A disputa pelo Senado em si não foi testada como pergunta própria, então esses números não substituem um retrato completo da corrida. Eles ajudam a compor esse retrato, que só deve ficar mais nítido quando os institutos passarem a testar cenários específicos de voto para o cargo.

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