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Na Fieg, setor produtivo goiano e Governo Federal debatem alternativas para o crescimento da indústria

Encontro na Casa da Indústria, em Goiânia, foi a sétima edição do Conexões Produtivas a reunir autoridades, empresários e industriais em diálogos sobre competitividade, desenvolvimento sustentável e inovação

A Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg) sediou, nesta quinta-feira (17/9), a sétima edição do Conexões Produtivas: Oportunidades para o Desenvolvimento da Indústria Brasileira. Liderado pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), o encontro reuniu autoridades, empresários e representantes do setor produtivo goiano em debates voltados ao fortalecimento da inovação, da competitividade e do desenvolvimento sustentável da indústria.

Promovido em parceria da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) com a ApexBrasil, os debates realizados na FIEG contaram com a presença do ministro Marcio Elias Rosa (MDIC); do presidente da ABDI, Olavo Noleto, da diretora de negócios da ApexBrasil, Maria Paula Velloso; o presidente da Fieg, André Rocha, e da gerente da Unidade de Difusão de Tecnologias da ABDI, Isabela Gaya, entre outros participantes.

As discussões tiveram como pano de fundo o momento particular do comércio internacional. As formas de responder às oportunidades do acordo Mercosul-União Europeia (UE) e às dificuldades impostas a diferentes segmentos produtivos nacionais pelas tarifas dos Estados Unidos conduziram parte dos debates, além da importância da difusão de tecnologias para a competitividade do país.

“A empresa brasileira, quando ganha competitividade, ela está ganhando condições para disputar mercado, para disputar novos clientes. E a indústria brasileira está buscando inovação e competitividade porque ela precisa sobreviver, precisa ganhar mercado. Esse é o centro da razão de existência da ABDI”, afirmou o presidente da ABDI, Olavo Noleto, na abertura do encontro.

Olavo destacou aos industriais de Goiás a parceria da ABDI com a FIEG e a importante agenda do Governo Federal voltada ao aumento da competitividade e a outros avanços necessários ao setor produtivo do estado formada, entre outros programas, pelo Brasil Mais Produtivo e o Plano Mais Produção, do BNDES.

“Aqui, em Goiás, nós temos mais de 20 bilhões de reais a empresas goianas, que foram buscar o dinheiro no Plano Mais de Produção para se financiar”, disse. “Quando uma empresa vai buscar um dinheiro para se financiar, significa que ela está acreditando, está fazendo uma aposta no futuro”, observou, antes de mencionar o Portal Investe Mais como importante ferramenta para a identificação de gargalos na produção.

“Nessa governança, esses gargalos são identificados no atacado e no varejo para a gente poder ir atrás do problema”, concluiu. “Essa informação, para nós, é insumo.”

Márcio Elias Rosa acrescentou ao debate o largo espaço que o setor produtivo de Goiás tem à sua frente em função da baixa presença do estado na balança comercial do país com a UE.

“A ApexBrasil identificou pelo menos 295 produtos que nós produzimos aqui, em Goiás, que estão no mercado e nós ainda não vendemos para a União Europeia”, observou, apontando para as vantagens abertas à indústria com as reduções tarifárias obtidas com o acordo.

O ministro citou a produção local de milho como exemplo. Dos US$ 990 milhões exportados pelo Brasil para o mundo, Goiás exportou apenas US$ 20 milhões à UE, no ano passado.

Com a soja não é diferente, prosseguiu, destacando a participação ainda menor de Goiás na exportação total brasileira – dos US$ 5 bilhões exportados para o mundo, o estado vende apenas US$ 19 milhões para a UE.

Tecnologia e inovação

ABDI também interagiu com os industriais na Fieg durante uma apresentação da gerente Isabela Gaya sobre os avanços alcançados pela tecnologia no campo e nos chãos de fábrica e a atuação da Agência na difusão de novas soluções, como sensores de umidade para racionalização da irrigação.

A inovação tecnológica como ativo primordial para o aumento da produtividade e da competitividade, hoje, foi apontada pela gerente como um dos elementos principais para o sucesso do agro no Brasil.

“Sessenta por cento do aumento de produtividade que a gente teve no agro nos últimos anos são devido a esses avanços tecnológicos”, mensurou. “Obviamente, há todo um histórico aí de melhorias nas técnicas de produção, mas também na mecanização, na tecnificação do agronegócio.”

Também participaram da sétima edição do Conexões Produtivas, na capital goiana, o secretário de Desenvolvimento Industrial, Inovação, Comércio e Serviços do MDIC, Uallace Moreira; a diretora de Negociações Internacionais do MDIC, Ana Claudia Takatsu; o coordenador de Acesso a Mercado da ApexBrasil, Igor Gomes; o administrador do Departmento de Comércio Exterior do BNDES, Ricardo Rodrigues Morgado.O evento

Conexões Produtivas: Oportunidades para o Desenvolvimento da Indústria Brasileira é uma série de eventos presenciais realizada pela ApexBrasil e pela ABDI, em diferentes regiões do Brasil, com o objetivo de apresentar oportunidades para o desenvolvimento da indústria nacional.

A caravana, que antes de Goiânia passou por São Paulo (SP), Itajaí (SC), Rio Branco (AC), Fortaleza (CE) e Manaus (AM) e Recife (PE), reúne especialistas, representantes governamentais, lideranças empresariais e organizações parceiras para debater tendências de mercado, oportunidades comerciais e perspectivas da inovação tecnológica para o fortalecimento da indústria brasileira.

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