Eduardo Marques
O prefeito Sandro Mabel (União Brasil) apresentou nesta segunda (28/9), no Paço Municipal, a proposta da Lei Orçamentária Anual (LOA) 2027. O texto prevê um orçamento de cerca de R$ 11,7 bilhões, 8,27% maior que o de 2026, e será encaminhado à Câmara Municipal até 30 de setembro.
O grande destaque está nos investimentos. Serão cerca de R$ 1,65 bilhão, valor mais de 80% superior ao previsto na LOA 2026. Como o dinheiro para obras cresce muito mais do que o orçamento total, cerca de 14% de tudo o que Goiânia vai gastar em 2027 será direcionado a obras, infraestrutura, equipamentos públicos e ações de recuperação da cidade.
Para Mabel, o momento é de virada. Ele lembrou que a gestão começou com R$ 10 bilhões em contas, sendo R$ 5 bilhões da Comurg e R$ 5 bilhões da Prefeitura, e que o município saiu de um Capag C para um Capag A+. “Isso foi possível pelo trabalho conjunto com o governador, secretários e vereadores”, afirmou. Segundo ele, 2026 é o ano da recuperação e 2027 será o ano da transformação, que deve deixar uma marca de muito trabalho nos próximos dois anos.
A proposta traz recursos para saneamento, macrodrenagem, urbanismo, saúde, educação, assistência social, mobilidade, trânsito e pavimentação, sem comprometer a manutenção dos serviços públicos.
Na Saúde, a despesa deve crescer cerca de 6% em relação a 2026, com verba para ampliar e melhorar a estrutura das UBSs, das UPAs e de outros equipamentos da rede municipal. A área já vem recebendo atenção neste ano. Até agosto, Goiânia aplicou 18,57% da receita em Saúde, acima dos 18,41% previstos na LOA 2026 e do mínimo constitucional de 15%.
Na Educação, a previsão é de alta de cerca de 4%. A Assistência Social terá um dos maiores aumentos, de aproximadamente 30%, e saneamento e urbanismo também ganham fôlego na proposta.
O secretário da Fazenda, Oldair Marinho, resumiu a ideia dizendo que “a LOA 2027 é a LOA dos investimentos”. Ele explicou que o município abre mais espaço para obras e equipamentos públicos sem abrir mão do controle das despesas e do equilíbrio das contas. A proposta parte de uma receita projetada cerca de 8,7% maior que a de 2026, o que, somado ao planejamento, cria condições para investir mais e manter o equilíbrio fiscal.
Oldair também destacou o papel do prefeito nesse processo. “O prefeito acompanha os números de forma muito próxima. Ele conhece a execução, cobra as metas e verifica os resultados”, disse. Segundo o secretário, esse olhar permite identificar desvios, corrigir rotas e garantir que o dinheiro chegue às prioridades. O acompanhamento conta ainda com o Comitê de Controle de Gastos (CCG), que analisa toda semana os processos de despesa e seus resultados.
Participaram da solenidade os vereadores Tião Peixoto, Anselmo Pereira, Wellington Bessa, Thialu Guiotti, Henrique Alves e Olavo Pires. Também estiveram presentes os secretários Adonídio Neto (Sedicas e Semad), Vinícius Gomes (GoianiaTur), Coronel Bites (Semel), Paulo Magalhães (Assuntos Comunitários), Ana Carolina (Seplan), Francisco Lacerda (Seinfra), Erizania Freitas (Semasdh), Danielle Gomes (Secap) e Hudson Novais (AR), além da procuradora do Município Isadora de Souza Santos e do controlador do Município Juliano Gomes Bezerra.



