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Daniel e Caiado reconhecem vitória de Lula e pedem pacificação

Governador reeleito diz que o resultado das urnas não elimina a necessidade de mudanças na gestão federal

Eduardo Marques

O governador reeleito de Goiás, Daniel Vilela (MDB), disse esperar que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) faça um segundo mandato diferente do primeiro, com mudanças na condução da economia, responsabilidade fiscal e respeito aos estados, independentemente de alinhamentos políticos. A declaração foi dada em entrevista coletiva neste domingo (25), no Palácio das Esmeraldas, em Goiânia, depois que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) confirmou a reeleição de Lula no segundo turno.

Daniel reconheceu a soberania da decisão dos brasileiros, mas afirmou que o resultado das urnas não elimina a necessidade de mudanças na gestão federal. “O que nós queremos é que tenhamos um governo diferente, e que ele possa ser a mudança que nós defendemos na eleição. Que ele possa mudar inclusive em relação ao seu próprio governo, ao seu primeiro governo”, disse.

O governador também defendeu uma nova postura do Palácio do Planalto na relação com os estados e apontou a situação econômica do país como um dos principais desafios do próximo mandato. “Numa política de responsabilidade fiscal, numa política de não retaliação àqueles governos e estados que não são aliados políticos. Que possa efetivamente construir um governo de coalizão, um governo de mudanças profundas”, declarou.

Daniel lembrou que apoiou Ronaldo Caiado (PSD) no primeiro turno e Flávio Bolsonaro (PL) no segundo, mas ressaltou que a vontade popular deve prevalecer. “Democratas como somos, temos que reconhecer o resultado das urnas, a vontade do povo brasileiro”, afirmou. Ele disse ainda que continuará trabalhando pelas prioridades de Goiás e cobrando do governo federal investimentos e ações em benefício da população goiana.

Ao lado de Daniel estavam a senadora eleita Gracinha Caiado (União Brasil), o prefeito de Goiânia, Sandro Mabel (União Brasil), e o ex-governador Ronaldo Caiado, que também reconheceu o resultado e defendeu uma postura de pacificação por parte do governo federal. “Como democratas, nos curvamos à decisão da maioria. Essa sempre foi nossa característica. Nunca tivemos uma posição que não fosse de respeito, seja no painel no Congresso Nacional, seja nas eleições ao final de sua apuração”, disse.

Caiado cobrou ainda responsabilidade fiscal, combate ao crime e à corrupção e respeito aos governadores eleitos. “Espero seriedade e que a responsabilidade fiscal seja referência desse futuro governo. Que leve o combate ao crime e à corrupção como prioridades. Que busque cada vez mais governar sem retaliações, buscando a melhoria do desenvolvimento do nosso país, e que haja respeito à vida. Terá que ter coragem de fazer uma política de pacificação, respeitando os governadores eleitos em suas bases”, afirmou.

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