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Goiás é o Estado onde Lula mais cresceu de um turno para o outro

Lula ganhou 396.675 votos no estado entre 4 e 25 de outubro, mas Flávio Bolsonaro continuou na frente

Eduardo Marques

Goiás foi o estado onde Luiz Inácio Lula da Silva (PT) mais cresceu entre o primeiro e o segundo turnos das eleições presidenciais de 2026. O presidente reeleito passou de 1.188.880 votos em 4 de outubro para 1.585.555 em 25 de outubro, um aumento de 33,37%, ou 396.675 votos a mais. Em participação nos votos válidos, o avanço foi de 9,28 pontos percentuais, o maior entre todos os estados e o Distrito Federal, segundo levantamento da BBC Brasil com base nos dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Mesmo com a melhora, Lula não venceu no estado. Flávio Bolsonaro (PL) terminou o segundo turno com 59,66% dos votos válidos em Goiás, contra 40,34% do petista. A diferença entre os dois caiu de 22,5 para 19,3 pontos percentuais. No primeiro turno, Flávio havia somado 53,6% e Lula, 31,06%. Ronaldo Caiado (PSD), então candidato à Presidência, ficou com 12,33%, e a votação dos candidatos que não chegaram à etapa final ajuda a explicar a mudança nos percentuais.

Depois de Goiás, os maiores avanços proporcionais foram registrados em São Paulo, com alta de 7,95 pontos percentuais, no Distrito Federal, com 7,61, e no Rio de Janeiro, com 7,49.

Lula ampliou sua votação nos 26 estados e no Distrito Federal. Em números absolutos, os maiores acréscimos aconteceram em São Paulo, onde ele saiu de 9.505.413 para 12.119.274 votos, uma diferença de 2.613.861. Em Minas Gerais, foram 1.162.163 votos a mais, e no Rio de Janeiro, 872.372. Goiás não aparece entre os primeiros nessa lista, o que está ligado, entre outros fatores, ao tamanho do eleitorado de cada unidade da Federação.

Somando os estados e o Distrito Federal, Lula passou de 53.722.151 votos no primeiro turno para 64.056.078 no segundo, crescimento de 10.333.927. Com os votos do exterior, foi reeleito com 64.256.232 votos, equivalentes a 51,79% dos válidos. Flávio Bolsonaro teve 59.826.041 votos, ou 48,21%, uma diferença de pouco mais de 4,4 milhões. Lula havia terminado o primeiro turno atrás do adversário, que liderou a votação nacional, e a vitória garantiu ao petista um quarto mandato.

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