
Eduardo Marques
A corrida presidencial de 2026 ganhou um novo retrato nesta quarta-feira (2). A Quaest divulgou sua primeira pesquisa presidencial do período oficial de campanha. Os números confirmam Lula na liderança. Mas mostram Flávio Bolsonaro colado, especialmente num eventual segundo turno.
O levantamento ouviu 2.004 pessoas entre 30 de agosto e 1º de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%.
Lula na frente, Flávio em ascensão
No cenário estimulado, com o nome de Pablo Marçal na lista, Lula aparece com 37% das intenções de voto. Flávio Bolsonaro vem em seguida, com 30%. O escritor Augusto Cury surge como a grande novidade da pesquisa. Ele alcança 10% e se firma como o terceiro nome mais forte da disputa.
Sem Marçal na lista, o cenário muda pouco. Lula mantém os 37%. Flávio desce um ponto, para 29%. Cury permanece com 10%.
Os demais candidatos aparecem distantes. Renan Santos tem 3%. Ronaldo Caiado e Romeu Zema marcam 1% cada.
Indecisos caem com o início da campanha
O início oficial da campanha eleitoral mexeu com o eleitorado. Em 14 de agosto, os indecisos somavam 51% do total. Nesta semana, esse número caiu para 42%. A queda sugere que o eleitor começa a se posicionar, à medida que os candidatos ganham exposição.
No cenário espontâneo, sem que os nomes sejam apresentados ao entrevistado, Lula é citado por 28%. Flávio aparece com 20%. Cury, por enquanto, soma 4%.
Segundo turno: distância mínima
O dado que mais chama atenção é o do segundo turno. Numa simulação entre Lula e Flávio Bolsonaro, o presidente tem 42%. Flávio aparece com 41%. A diferença de um ponto está dentro da margem de erro. Na prática, o resultado é um empate técnico.
Lula também venceria, com folgas maiores, outros adversários testados. Contra Renan Santos, o placar seria de 43% a 36%. Contra Romeu Zema, 44% a 33%. Contra Ronaldo Caiado, 42% a 37%. E contra Augusto Cury, 40% a 34%.
Essa foi a primeira pesquisa a testar um segundo turno com o nome de Cury.
O que ainda está em jogo
Pablo Marçal segue inelegível. O Tribunal Superior Eleitoral tem até 14 de setembro para julgar seu registro de candidatura. É por isso que a Quaest optou por testar dois cenários estimulados, um com e outro sem o nome dele na lista.
A disputa, portanto, segue aberta. Lula mantém a dianteira. Mas o segundo turno mostra uma eleição competitiva, decidida por poucos pontos percentuais.



